O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) emitiu um alerta sobre os riscos de morte associados a procedimentos estéticos realizados por profissionais não médicos. O comunicado surge após uma série de denúncias de vítimas que sofreram complicações graves, incluindo deformidades corporais, em clínicas de estética no Rio de Janeiro.
Vítimas relatam desconhecimento de substâncias aplicadas
De acordo com relatos, as vítimas foram submetidas a procedimentos invasivos sem saber exatamente qual substância era aplicada em seus corpos. Muitas delas afirmam que os procedimentos foram realizados por pessoas sem formação médica, o que agravou os riscos à saúde. Em um caso emblemático, uma paciente teve o corpo deformado após se submeter a um tratamento estético com a médica Ana Paula Lima de Souza Mariano, que agora é investigada.
Complicações podem levar à necrose e embolia
O Cremerj destaca que complicações como necrose (morte de tecidos) e embolia (obstrução de vasos sanguíneos) podem ocorrer quando procedimentos estéticos são feitos fora de um ambiente médico adequado. “Procedimentos estéticos são atos médicos e devem ser realizados por especialistas, em hospitais ou clínicas com infraestrutura apropriada”, afirmou o conselho em nota. A entidade reforça que a falta de conhecimento sobre as substâncias utilizadas aumenta exponencialmente o perigo para os pacientes.
Denúncias crescem no Rio de Janeiro
As denúncias de procedimentos estéticos irregulares têm aumentado no estado. O Cremerj orienta que qualquer pessoa que tenha sofrido complicações ou desconfie de práticas ilegais deve registrar queixa junto ao conselho e às autoridades policiais. A entidade também recomenda que os pacientes sempre verifiquem o registro profissional do médico no site do Conselho Federal de Medicina antes de se submeter a qualquer procedimento.



