Condenado a 35 anos por matar turista em Fortaleza
Condenado a 35 anos por matar turista em Fortaleza

O Tribunal do Júri de Fortaleza condenou Francisco Kauã Lobato da Silva, conhecido como "Cachorrinho", a 35 anos e 9 meses de prisão pela morte do representante comercial Aldete Rogério Saldanha, de 58 anos, turista do Piauí. O crime ocorreu na madrugada de 22 de agosto de 2024, quando a caminhonete em que a vítima estava com dois amigos entrou por engano na Comunidade do Oitão Preto, no Bairro Moura Brasil, área dominada por uma facção criminosa.

Julgamento e penas

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (23). O júri popular condenou Francisco Kauã por homicídio, dupla tentativa de homicídio e integrar organização criminosa. Além da prisão, ele deverá pagar indenização de R$ 40.500 à família do turista morto e R$ 10 mil para cada sobrevivente. Já Igor Victor da Silva Fernandes, o "Igor Café", foi absolvido das acusações de homicídio e tentativa de homicídio, mas condenado por integrar organização criminosa, recebendo pena de 6 anos e 4 meses de reclusão, podendo recorrer em liberdade. Ambos foram absolvidos da acusação de roubo, apesar do desaparecimento de R$ 8 mil em espécie que estava no veículo.

Como o crime aconteceu

Segundo Antônio Damilton, um dos sobreviventes, ele e os amigos estavam em Fortaleza para uma feira automotiva e planejavam se hospedar em um hotel de luxo na Avenida Presidente Castelo Branco. O GPS indicou uma rota que os levou à comunidade dominada pela facção. "Logo na entrada começaram a jogar várias pedras no carro. Como a gente não conhecia, acelerou para tentar sair dali, aí mais a frente tinha uma barricada na via, que conseguimos passar, mas acabamos em uma rua sem saída. Foi o momento que os criminosos atiraram mais de 20 vezes no veículo", relatou Damilton. Um dos disparos atingiu o rosto de Aldete, que morreu no local. Damilton e João Paulo, o motorista, conseguiram fugir e foram resgatados por policiais militares.

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Impacto e repercussão

O caso chocou a cidade e gerou comoção, especialmente por se tratar de turistas que entraram na área por engano. A condenação de Kauã a 35 anos e 9 meses reflete a gravidade do crime, com o júri reconhecendo a atuação de organização criminosa. A absolvição de Igor Victor em relação ao homicídio e tentativa de homicídio, mas sua condenação por integrar facção, mostra a complexidade do julgamento. A família de Aldete receberá indenização, enquanto os sobreviventes também serão compensados.

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