Caso Henry: Monique e Jairinho, de aliados a rivais no julgamento
Caso Henry: Monique e Jairinho, de aliados a rivais

No caso que chocou o Rio de Janeiro, a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, revelou uma complexa teia de relações entre os principais suspeitos: a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairinho. Inicialmente, ambos atuaram como aliados, sustentando a mesma versão dos fatos e dividindo estratégias de defesa. No entanto, com o avanço das investigações, a aliança se desfez, dando lugar a acusações mútuas e versões conflitantes.

Aliança inicial e ruptura

Logo após a morte de Henry, em março de 2021, Monique e Jairinho apresentaram uma narrativa conjunta: afirmavam que o menino havia sofrido um acidente doméstico. Eles concederam entrevistas juntos e contrataram os mesmos advogados. Contudo, à medida que as provas periciais apontavam para agressões e tortura, a relação começou a ruir. Monique passou a atribuir a Jairinho a responsabilidade exclusiva pelas lesões fatais, enquanto ele manteve sua inocência e a acusou de omissão.

Condenações e desfecho judicial

Em julgamento realizado em 2026, Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio qualificado, tortura e outros crimes. Já Monique, inicialmente ré por homicídio, recebeu perdão judicial por sua colaboração e por ser considerada vítima de violência psicológica, sendo condenada apenas por omissão. A sentença gerou debates sobre a culpabilidade de cada um e as circunstâncias do crime.

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Repercussão e mudanças nas versões

O caso teve enorme repercussão na mídia e na opinião pública, com constantes reviravoltas. As versões apresentadas por Monique e Jairinho mudaram diversas vezes ao longo do processo, refletindo a dinâmica de acusações recíprocas. A defesa de Jairinho tentou desqualificar o depoimento de Monique, enquanto a acusação apontou a frieza e a farsa da aliança inicial.

O desfecho do caso Henry Borel deixou lições sobre a complexidade das relações familiares e a busca por justiça em situações de violência doméstica. A sociedade acompanhou atenta cada detalhe, e o julgamento se tornou um marco na luta contra a impunidade em casos de violência contra crianças.

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