Trombose venosa: varizes aumentam risco em até 5 vezes, alerta estudo
Trombose e varizes: risco 5x maior, mostra estudo

A trombose venosa é considerada a complicação mais temida das varizes, e por boas razões. Na percepção popular, a trombose causa medo — e, de fato, é a complicação venosa mais grave, podendo evoluir para trombose venosa profunda (TVP) e, no pior cenário, para embolia pulmonar, com risco de vida. O que muitos desconhecem é que a presença de varizes aumenta substancialmente o risco de desenvolver trombose, e esse risco se multiplica quando combinado a fatores que o paciente nem sempre identifica como perigosos.

Estudo da JAMA confirma risco elevado

Um estudo populacional publicado na JAMA (Journal of the American Medical Association), em 2018, demonstrou que pessoas com varizes apresentam risco até cinco vezes maior de desenvolver TVP em comparação com pessoas sem varizes, mesmo após ajuste para outros fatores clínicos. A incidência observada foi de 6,55 casos por 1.000 pessoas-ano nos pacientes com varizes, contra 1,23 nos controles. Análises genéticas mais recentes reforçam que essa associação não é meramente estatística: há evidência de que as varizes contribuem causalmente para o aumento do risco.

Mecanismo: estase venosa e a tríade de Virchow

O mecanismo é bem conhecido. As varizes representam uma falha das válvulas venosas que normalmente impulsionam o sangue de volta ao coração. Quando essas válvulas perdem a competência, o sangue se acumula nas veias dilatadas — fenômeno chamado de estase venosa. A estase é um dos três pilares clássicos da formação de trombos, descritos na tríade de Virchow. Portanto, a variz não é apenas o sinal visível na pele; é também uma condição mecânica que favorece a formação do coágulo.

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Fatores de risco que multiplicam o perigo

Trombose é uma doença multifatorial. Os principais fatores de risco incluem: pós-operatório (cirurgias ortopédicas, abdominais e oncológicas), imobilização prolongada (hospitalização, gesso, repouso forçado), viagens aéreas longas acima de 4 horas sem movimentação, gravidez e puerpério, uso de anticoncepcional ou terapia hormonal, doença ativa (especialmente câncer), idade acima de 60 anos, histórico familiar ou pessoal de trombose e trombofilias hereditárias, como o Fator V Leiden.

Quando varizes se combinam a um ou mais desses fatores, o risco não se soma — ele se multiplica. Por exemplo, uma cirurgia em alguém sem varizes é um evento de risco médio. A mesma cirurgia, em alguém com varizes, obesidade e em uso de hormônio, é um evento de alto risco. Esse é o motivo pelo qual a abordagem das varizes deixou de ser puramente cosmética há muito tempo, mesmo quando o paciente não apresenta sintomas.

Prevenção: investimento em saúde

Quem se cuida antes gasta menos, sofre menos e vive melhor. Prevenção não é gasto — é investimento. Tratar varizes não elimina o risco trombótico, pois outros fatores permanecem fora do controle médico. No entanto, reduz um fator independente que multiplicaria os demais, alterando o cálculo de risco em situações em que o paciente não pode evitar a exposição: uma cirurgia necessária, uma gravidez planejada, uma viagem inevitável.

Na LYS Clínica Vascular, em Divinópolis (MG), a avaliação vascular inclui estratificação individualizada de risco trombótico, conduzida com ultrassom Doppler colorido e revisão completa do histórico clínico. A clínica atende pacientes não só da cidade, mas de toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais. A condução do diagnóstico e do tratamento é do Dr. Carlo Rachid Dellaretti — CRM-MG 43.200 / RQE 37.358 (Cirurgia Vascular e Angiologia). Resultados podem variar; cada caso é avaliado individualmente.

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