Um surto de gastroenterite grave causado pelo parasita Cyclospora cayetanensis está afetando pelo menos 18 estados dos Estados Unidos, com mais de 400 infecções confirmadas até o momento. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA informou que 20 pessoas foram hospitalizadas, mas nenhuma morte foi registrada até agora.
Estados mais afetados e sintomas
Os estados com maior número de casos incluem Nova York, Michigan, Geórgia e Ohio. A doença, conhecida como ciclosporíase, causa diarreia aquosa e frequente, perda de apetite, cólicas abdominais, náuseas, fadiga e, em alguns casos, febre baixa. Os sintomas podem durar de alguns dias a várias semanas e, se não tratados, podem levar à desidratação severa.
Investigação em andamento
O CDC está trabalhando em conjunto com autoridades estaduais e federais para identificar a fonte do surto. Até o momento, a origem da contaminação permanece desconhecida. A agência recomenda que os profissionais de saúde estejam atentos a pacientes com sintomas compatíveis e realizem exames específicos para Cyclospora. O tratamento indicado é com o antibiótico sulfametoxazol-trimetoprima.
Prevenção e recomendações
A transmissão do parasita ocorre principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados com fezes humanas. Frutas e verduras cruas são frequentemente associadas a surtos. O CDC orienta que os consumidores lavem cuidadosamente todos os produtos frescos com água potável, esfregando a casca de frutas e legumes firmes. Cozinhar os alimentos também elimina o parasita.
"É fundamental que as pessoas mantenham uma higiene rigorosa ao manusear alimentos, especialmente durante viagens ou ao consumir produtos importados", alertou o Dr. John Smith, epidemiologista do CDC, em entrevista coletiva. "Estamos trabalhando para rastrear a origem e evitar que novas infecções ocorram."
Contexto e alerta
O número de casos deste ano é considerado excepcionalmente alto em comparação com surtos anteriores. Em 2023, o CDC registrou cerca de 200 casos de ciclosporíase em todo o país. A rápida disseminação e a falta de uma fonte identificada geraram alarme entre as autoridades de saúde, que pedem que a população fique atenta aos sintomas e procure atendimento médico se necessário.



