O uso de smartwatches e aplicativos para monitorar a atividade física cresceu exponencialmente, mas especialistas alertam para cinco armadilhas ocultas que podem prejudicar a saúde mental e física dos usuários. Dados do Strava mostram que a corrida de rua é o esporte mais praticado no Rio, e grupos como o Five AM, que reúne mais de cinquenta pessoas, ilustram a popularidade do monitoramento. No entanto, a obsessão por metas pode trazer riscos.
Obsessão por metas irrealistas
A meta dos 10 mil passos diários, amplamente divulgada, não tem base científica sólida e pode desvalorizar outras atividades físicas igualmente benéficas. Segundo o artigo, essa busca incessante por números pode levar a ansiedade e vergonha quando as metas não são atingidas.
Design excludente e padrões questionáveis
Os dispositivos frequentemente ignoram a diversidade dos usuários, promovendo padrões de saúde baseados em dados de populações específicas. Isso pode resultar em recomendações inadequadas para diferentes corpos e estilos de vida.
Impacto na saúde mental
O monitoramento constante pode gerar uma relação tóxica com o exercício, transformando uma atividade prazerosa em uma obrigação estressante. A pressão por superar recordes pessoais e competir com outros usuários aumenta os níveis de ansiedade.
Falsa sensação de saúde
Confiar cegamente nos dados dos dispositivos pode levar a uma falsa sensação de saúde. Por exemplo, um alto número de passos não compensa uma dieta inadequada ou horas de sedentarismo. Os especialistas recomendam usar a tecnologia como ferramenta, não como verdade absoluta.
Responsabilidade das empresas
A responsabilidade recai sobre os desenvolvedores para criar tecnologias mais inclusivas e seguras. Eles devem considerar a diversidade dos usuários e evitar o incentivo a comportamentos obsessivos. Enquanto isso, os usuários são aconselhados a estabelecer metas realistas e ouvir os sinais do corpo.



