Durante muito tempo, a recomendação era trocar os implantes de silicone a cada dez anos. No entanto, especialistas esclarecem que não existe um prazo de validade fixo para as próteses. A substituição só deve ser feita em situações específicas, como alterações em exames ou desejo de mudar o tamanho dos seios.
De acordo com Marcelo Sampaio, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a paciente deve trocar apenas quando há alterações em mamografia ou ultrassonografia, ou quando deseja aumentar ou reduzir o tamanho dos seios. Essa mudança de orientação está ligada aos avanços da medicina, com técnicas mais seguras e implantes mais resistentes.
A necessidade de substituição geralmente está associada a complicações como contratura capsular, ruptura da prótese, dor persistente, inflamação ou infecções. A ruptura é rara, ocorrendo em menos de 1% das próteses ao longo de dez anos, segundo o dr. Marcelo. Sinais de alerta incluem desconforto, endurecimento, assimetria, caroços e ondulações visíveis sob a pele.
O acompanhamento regular com o cirurgião plástico é fundamental. Exames como ultrassonografia, mamografia e, em casos específicos, ressonância magnética ajudam a identificar alterações precocemente. Mesmo pacientes sem sintomas devem realizar a primeira avaliação entre cinco e dez anos após a cirurgia.
Os avanços nos implantes explicam a mudança nas recomendações. As próteses atuais têm melhor qualidade, provocam menos reação tecidual e oferecem mais resistência. A decisão sobre trocar uma prótese deve ser individualizada, baseada em exames, sintomas e avaliação médica especializada.



