Festa junina em sala de diálise humaniza tratamento renal em Votuporanga
Festa junina em diálise humaniza tratamento em Votuporanga

Uma festa junina realizada dentro da sala de tratamento da Santa Casa de Votuporanga (SP) transformou a rotina de dezenas de pacientes que dependem de diálise. Com decoração caipira, sanfoneiros ao vivo e comidas típicas adaptadas às restrições médicas, o "arraiá" quebrou a rigidez do ambiente hospitalar no início de julho. A ação foi organizada em parceria com a Associação dos Pacientes Renais de Votuporanga (Aprevo).

Rotina exaustiva exige humanização

O tratamento renal exige dedicação intensa. Muitos pacientes passam horas conectados às máquinas de diálise várias vezes por semana, o que gera um desgaste físico e emocional contínuo. Para quebrar essa rotina exaustiva, voluntários e profissionais de saúde usaram trajes caipiras e levaram música para dentro da ala médica.

Gilberto Rezende da Silva, de 42 anos, viaja três vezes por semana de Valentim Gentil (SP) a Votuporanga para fazer o tratamento na instituição de saúde. Em entrevista ao g1, ele contou um pouco de sua rotina atualmente. "A gente sabe que depende disso [do tratamento] para poder ter uma vida normal. Só que é muito cansativo e demorado. O dia a dia se torna algo exaustivo", comenta.

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Iniciativa eleva autoestima e alegria

Seis meses após iniciar as sessões de diálise, Gilberto diz que esse tipo de iniciativa ajuda a melhorar a autoestima dos pacientes e a tornar o ambiente hospitalar mais leve. "Quando a gente não faz o tratamento, o resultado é bem pior. Esse tipo de iniciativa deixa a gente mais alegre. O evento deixou o dia bem melhor do que os dias normais", finaliza.

Além da música e da comida, a decoração típica e os trajes caipiras ajudaram a criar um clima de pertencimento. Para muitos pacientes, o arraiá resgatou memórias afetivas e trouxe a sensação de estar em casa, mesmo durante o tratamento.

Parceria fundamental para humanizar

“A nossa missão é apoiar o paciente renal em todas as suas necessidades, e cuidar do sorriso e da autoestima deles faz parte disso. Ver a alegria nos olhos de cada um ao ouvir a sanfona e celebrar o Arraiá nos mostra que estamos no caminho certo. Essa parceria é fundamental para humanizar o tratamento e mostrar que a vida continua cheia de momentos felizes”, contou o presidente da Aprevo, Dimas Geraldo.

Psicóloga destaca benefícios emocionais

Segundo a psicóloga da unidade, Luciana Maranho, o ambiente festivo atua diretamente na adesão ao tratamento e no alívio do estresse hospitalar. “O tratamento dialítico exige muito do paciente, tanto física quanto emocionalmente, mudando drasticamente a sua rotina. Quando trazemos o arraiá para dentro da sala de diálise, nós quebramos a rigidez do ambiente hospitalar e resgatamos memórias afetivas, vínculos e a sensação de pertencimento. Esse acolhimento humanizado fortalece a saúde mental deles, transformando o espaço da terapia em um lugar de vida, celebração e esperança”, ressaltou.

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