Estudo revela que Mounjaro altera sinais cerebrais de prazer e fome
Estudo: Mounjaro altera sinais cerebrais de prazer e fome

Um novo estudo revelou que o Mounjaro (tirzepatida) modifica os sinais cerebrais associados ao prazer e ao impulso de comer, oferecendo uma nova perspectiva sobre o tratamento da obesidade. A pesquisa, conduzida por cientistas, indica que o medicamento age diretamente em regiões do cérebro responsáveis pela recompensa alimentar, reduzindo a vontade de consumir alimentos calóricos.

Descontos no Brasil

Enquanto isso, a Eli Lilly anunciou descontos significativos em seu programa de fidelidade para o Mounjaro no Brasil. Os novos valores representam uma redução de mais de R$ 1.000 em alguns kits. Confira os preços atualizados:

  • Pacote inicial (2,5 mg + 5 mg): kit com duas caixas passa de aproximadamente R$ 3.350 para R$ 2.250 — economia de R$ 1.100.
  • Pacote de ajuste de dose (7,5 mg): kit com duas caixas sai por R$ 3.998 — redução de R$ 1.600.
  • Pacote de ajuste de dose avançado (10 mg): kit com duas caixas custa R$ 4.598 — desconto de R$ 2.600.

Os descontos ocorrem em meio a uma disputa acirrada pelo mercado brasileiro de canetas para perda de peso, pressionado por versões manipuladas em escala industrial, produtos importados ilegalmente e a chegada de canetas de semaglutida nacionais mais baratas.

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Disputa no mercado de manipulados

A Lilly é a única detentora da patente da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. No entanto, a legislação brasileira permite que farmácias de manipulação produzam a substância para uso individual, mediante prescrição médica. O problema é que essa produção, que deveria atender pedidos pontuais, passou a operar em escala industrial. Em seis meses, o Brasil importou insumos suficientes para produzir 25 milhões de doses de tirzepatida manipulada. Especialistas apontam que isso configura um mercado informal, pressionando as indústrias farmacêuticas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que adotará medidas para reforçar a fiscalização de doses manipuladas. No entanto, a discussão sobre as medidas a serem implementadas ainda não foi concluída.

Semaglutida nacional ganha espaço

O mercado de canetas para obesidade e diabetes ganhou novas opções com a chegada da versão nacional da semaglutida. Com a queda da patente no início do ano, a farmacêutica brasileira EMS foi a primeira a obter aprovação para produção nacional. O Ozivy, que usa o mesmo princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, chega ao mercado na próxima semana com preços a partir de R$ 452 por caneta, quase metade do valor praticado atualmente. A empresa apresentou um plano de tratamento em que, nos primeiros três meses, as canetas com doses para 90 dias custam R$ 863,23 — uma média mensal de R$ 287.

Em resposta, a Eurofarma, que produz Extensior e Poviztra (também à base de semaglutida), anunciou redução de preços. Para as doses iniciais, os pacientes encontram os medicamentos com preços entre R$ 399 e R$ 599.

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