Uma nova pesquisa global da MSD Saúde Animal, intitulada "Perspectivas de Tutores e Veterinários sobre Prurido Canino: Uma Pesquisa Global", revela que as doenças alérgicas de pele estão entre os problemas de saúde mais frequentes na rotina veterinária e impactam significativamente o bem-estar dos cães e de suas famílias. O estudo ouviu 1.710 responsáveis de cães e 1.413 médicos-veterinários em 11 países para compreender os principais desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e controle da dermatite alérgica em cães.
Impacto na qualidade de vida
Globalmente, 39% dos responsáveis relataram que a coceira e os problemas dermatológicos tiveram impacto negativo significativo no bem-estar de seus cães. Além disso, 31% afirmaram que a doença também prejudicou sua própria qualidade de vida, evidenciando que os efeitos da dermatite alérgica vão além do desconforto animal e impactam a rotina doméstica.
O prurido (coceira) continua sendo uma das principais razões para consultas veterinárias. Nove em cada dez responsáveis de pets que procuraram atendimento para cães com coceira discutiram o problema com o médico-veterinário, e cerca de 60% agendaram a consulta especificamente para tratar essa condição. Globalmente, cerca de 27% dos cães atendidos por médicos-veterinários apresentam coceira ou dermatite alérgica, tornando a condição uma das queixas mais frequentes nos consultórios veterinários.
Desafios no tratamento
Além do impacto na qualidade de vida, o estudo identificou dificuldades na escolha e manutenção dos tratamentos. Cerca de 29% dos responsáveis e 41% dos médicos-veterinários relataram ter trocado a terapia utilizada para controlar doenças alérgicas de pele no último ano, demonstrando que ainda existem necessidades não plenamente atendidas no manejo dessas condições.
Quando questionados sobre os atributos mais importantes em um tratamento para cães com coceira, os responsáveis apontaram eficácia, segurança e ação direcionada como as principais características desejadas. Já os médicos-veterinários destacaram a eficácia e o rápido início de ação como fatores prioritários na tomada de decisão clínica.
Entre os principais motivos para interromper ou substituir tratamentos estão a percepção de baixa eficácia, preocupações relacionadas à segurança, custos elevados e dificuldades na administração dos medicamentos.
Comunicação e adesão terapêutica
Outro achado importante do levantamento é que tanto responsáveis quanto médicos-veterinários reconhecem a necessidade de melhorar a comunicação sobre a doença e seu tratamento. As entrevistas qualitativas realizadas como parte da pesquisa indicaram que muitos responsáveis ainda possuem compreensão limitada sobre o caráter crônico das doenças alérgicas de pele e sobre a importância da adesão contínua ao protocolo terapêutico recomendado.
Segundo os participantes, essa falta de entendimento pode comprometer os resultados clínicos e gerar frustrações ao longo do acompanhamento do paciente. Além disso, muitos responsáveis relataram dificuldades em manter a regularidade dos tratamentos, seja pela complexidade das aplicações, pela frequência necessária ou pelo impacto financeiro. Alguns entrevistados afirmaram inclusive espaçar doses para reduzir custos, o que pode comprometer a eficácia do tratamento.
Soluções mais práticas e direcionadas
O levantamento também identificou demandas por tratamentos que combinem eficácia, segurança e praticidade. Entre os médicos-veterinários entrevistados, quase metade apontou a necessidade de opções mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Já os responsáveis destacaram a facilidade de administração como um fator relevante na escolha da terapia.
Diante desse cenário, a medicina veterinária tem impulsionado o desenvolvimento de soluções cada vez mais alinhadas às necessidades apontadas. Um exemplo é Numelvi®, lançamento recente da MSD Saúde Animal para o tratamento da dermatite atópica canina, uma condição inflamatória crônica associada a reações alérgicas que afeta significativamente a qualidade de vida dos cães. A terapia atua de forma seletiva na inibição da JAK1, principal via envolvida no processo inflamatório e no prurido associado à doença, proporcionando alívio da coceira a partir de duas horas após a administração da primeira dose. Além disso, pode ser utilizada em cães a partir de seis meses de idade e conta com esquema de dose única diária, sem necessidade de dose de ataque, características que contribuem para a adesão ao tratamento.
Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal Brasil, os resultados do levantamento reforçam a importância de soluções que conciliem eficácia, segurança e praticidade para apoiar o manejo de longo prazo das doenças alérgicas de pele: "Os resultados da pesquisa reforçam uma realidade observada diariamente na prática clínica: responsáveis e médicos-veterinários buscam soluções que entreguem eficácia, segurança e praticidade sem comprometer a qualidade de vida dos animais. O avanço das opções terapêuticas disponíveis contribui para atender essas necessidades e favorecer uma melhor adesão ao tratamento, fator fundamental para o controle adequado da doença", comenta.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi conduzida por uma empresa especializada em pesquisa de mercado, seguindo padrões internacionais para estudos quantitativos e qualitativos. Foram entrevistados 1.413 médicos-veterinários de animais de companhia em 11 países — Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Brasil, México, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Polônia — e 1.710 responsáveis de cães em oito países: Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha. Os dados foram coletados entre novembro de 2024 e abril de 2025 por meio de questionários online e entrevistas aprofundadas, com o objetivo de compreender as percepções sobre diagnóstico, impacto da doença, tratamentos disponíveis e fatores que influenciam a adesão terapêutica.



