Uma queda durante brincadeiras em uma quadra de vôlei, em abril do ano passado, levou à descoberta de um câncer raro no cérebro de Felipe Ferreira, de 8 anos, em Teresina, Piauí. O menino foi diagnosticado com glioma de alto grau, um tipo raro de tumor do sistema nervoso central que acomete principalmente crianças.
No dia seguinte ao acidente, Felipe reclamou que não conseguia mastigar normalmente. Ele foi atendido por um otorrinolaringologista, que constatou uma pequena quantidade de sangue na garganta e suspeitou de uma fratura craniana. Exames de tomografia revelaram, além de uma pequena fratura, um tumor cerebral extenso que já causava hidrocefalia.
O neurocirurgião explicou aos pais, Lízia Rachel Ferreira e André Ferreira, que o caso exigia acompanhamento especializado. Após uma semana internado sem sintomas, Felipe recebeu alta e retornou à escola, enquanto a família buscava tratamento. A cirurgia, estimada em R$ 200 mil, só poderia ser realizada em São Paulo e foi custeada com doações de amigos da igreja e de outras pessoas.
Em São Paulo, os médicos optaram por um tratamento menos invasivo, colocando uma válvula cerebral para drenar o tumor, evitando riscos de sequelas. Felipe não precisou de quimioterapia e foi operado no Hospital Santa Catarina - Paulista, seguindo com tratamento oncológico no Hospital do Graacc.
O Hospital do Graacc informou que o quadro de saúde de Felipe apresenta "respostas satisfatórias e perspectivas clínicas positivas". A mãe, Lízia, considera a queda um "bendito acidente", pois permitiu a descoberta precoce do tumor.



