CHSL bate recorde nacional com tempo porta-agulha de 7 minutos em AVC
CHSL bate recorde: 7 minutos no atendimento de AVC

O Serviço de Neurologia do Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL) alcançou um feito inédito na última quarta-feira, 17 de junho: um tempo porta-agulha de apenas 7 minutos no atendimento a uma paciente de 50 anos com Acidente Vascular Cerebral (AVC) agudo. O indicador, que mede o intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e a administração da medicação específica, supera com folga a recomendação de excelência de até 60 minutos, idealmente abaixo de 45 minutos.

Recorde nacional e pré-notificação como chave

De acordo com a neurologista e coordenadora do Serviço de Neurologia do CHSL, Dra. Ilana Werneck, o resultado é fruto de uma organização meticulosa e do trabalho em equipe. “Para se ter uma ideia, é recomendado para um serviço de excelência que esse tempo porta agulha seja até 60 minutos, idealmente inferior a 45 minutos, e nós conseguimos a façanha de ter um tempo porta agulha de 7 minutos. É um recorde expressivo entre todos os grandes hospitais do país que fazem esse atendimento de casos de AVC”, comemorou.

O diferencial foi a pré-notificação: o médico da cidade de origem da paciente reconheceu os sinais de AVC, checou as informações essenciais e comunicou a equipe do CHSL antes mesmo do transporte. “Com isso, nós podemos preparar tudo, deixar as equipes apostas. Todos da enfermagem, tomografia, sala de emergência, farmácia, todos ficaram preparados para receber o paciente assim que ele chegasse, o mais rápido possível e com todos os processos adiantados”, explicou Dra. Ilana.

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Atendimento integrado e filosofia de prioridade

A residente Dra. Carla Benedita da Silva Tostes foi a médica que abordou a paciente ainda na ambulância, conversando com o marido, examinando e checando contraindicações. “Temos uma filosofia aqui na Neurologia, que todo paciente é o amor da vida de alguém, é o pai, é o filho, e, por isso, tratamos como prioridade máxima. O tempo foi fundamental para o salvamento da paciente de 50 anos”, relatou.

O médico Johnny Teixeira Neves, que participou do atendimento, deixou a tomografia preparada e coordenou a coleta de glicemia e aferição de pressão ainda em trânsito. “Quando chegamos, a tomografia já estava vazia só esperando esse paciente. A maca da sala de emergência já estava fora da tomografia, esperando o paciente para já ir direto para a sala de emergência. Essa comunicação entre as equipes foi fundamental”, afirmou.

Reconhecimento nacional e metas superadas

Nos últimos anos, o CHSL tem recebido a placa Angels Awards, que reconhece o protocolo de atendimento a pacientes com AVC. A meta é que o paciente com AVC seja internado por sete dias na fase aguda, mas a média de permanência na unidade do CHSL é de apenas cinco dias, inferior à meta estipulada. “Esse resultado inédito é fruto de uma organização muito grande, de uma excelência de serviço e da força da toda equipe”, concluiu Dra. Ilana. O recorde de 7 minutos reforça a posição do hospital como referência nacional no atendimento ao AVC agudo.

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