A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova resolução que endurece as regras para a regularização de alisantes capilares no Brasil. A medida, que entra em vigor em 180 dias, exige que as empresas comprovem a segurança e a eficácia desses produtos antes de comercializá-los.
Novas exigências para alisantes
De acordo com a resolução, os alisantes capilares agora são classificados como produtos de grau 2, ou seja, de maior risco. Isso significa que eles precisam passar por uma avaliação mais rigorosa da Anvisa, incluindo testes de segurança e eficácia. As empresas terão que apresentar estudos clínicos e laboratoriais que comprovem que o produto não causa danos à saúde.
A medida foi motivada por denúncias de reações adversas, como queimaduras no couro cabeludo e queda de cabelo, associadas ao uso de alisantes irregulares. Segundo a Anvisa, entre 2020 e 2025, foram registrados mais de 500 casos de eventos adversos relacionados a esses produtos.
Impacto no mercado
A resolução deve impactar principalmente pequenos fabricantes e produtos importados sem registro. Estima-se que cerca de 30% dos alisantes vendidos no Brasil estejam irregulares. As empresas que não se adequarem ao novo prazo poderão ter seus produtos suspensos e estarão sujeitas a multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
“A medida é um avanço para a proteção da saúde da população. Queremos garantir que apenas produtos seguros e eficazes cheguem às prateleiras”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.
Reações do setor
A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) apoiou a iniciativa, mas pediu um prazo maior para adequação. “A indústria precisa de tempo para realizar os testes e ajustar os processos. Um prazo de 180 dias é curto para algumas empresas”, disse o presidente da entidade, João Carlos Basílio.
Já os consumidores devem ficar atentos. A Anvisa recomenda verificar se o produto possui registro no órgão antes de comprar. A lista de produtos regularizados pode ser consultada no site da agência.



