O tenente da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota) Ronickson Pimentel dos Santos, baleado em um atentado em São Caetano do Sul, no ABC paulista, carrega uma história marcada por tragédia e superação. Em uma publicação nas redes sociais, a esposa do policial revelou que ele fez a prova para ingressar na Polícia Militar de São Paulo no mesmo dia em que sua irmã, Eloá Pimentel, foi assassinada em 2008. O caso ganhou repercussão nacional na época.
Atentado contra tenente da Rota
Ronickson Pimentel foi baleado na noite de quinta-feira (27) em São Caetano do Sul. Ele estava em uma viatura descaracterizada quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo. O policial foi socorrido e internado em estado grave no Hospital das Clínicas de São Paulo. Dois suspeitos de envolvimento no atentado já foram presos, e as investigações continuam para identificar os autores dos disparos.
Dor transformada em propósito
Em uma postagem emocionada, a esposa do tenente escreveu: "Ele fez a prova para a PM no dia da morte da irmã. Transformou a dor em propósito." A declaração comoveu colegas de farda e internautas. Eloá Pimentel foi morta aos 15 anos pelo ex-namorado, que a manteve refém por mais de 100 horas em Santo André. O crime chocou o Brasil e gerou debates sobre violência contra a mulher.
Investigação em andamento
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as equipes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM trabalham para esclarecer as circunstâncias do atentado. Até o momento, dois homens foram presos preventivamente. A motivação do crime ainda é desconhecida, mas não se descarta ligação com a atuação do tenente na Rota. A corporação monitora o estado de saúde de Ronickson, que permanece internado na UTI.



