Serial killer de Maceió é condenado pela 8ª vez a 29 anos de prisão
Serial killer de Maceió é condenado pela 8ª vez a 29 anos de prisão

Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, foi condenado nesta sexta-feira (15) a 29 anos e um dia de prisão, em regime fechado, pela morte de José Ildo Siqueira Silva Filho, de 24 anos. O julgamento ocorreu na 8ª Vara Criminal de Maceió, sob a condução do juiz José Eduardo Nobre Carlos. O júri aceitou as acusações de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, apresentadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).

Esta é a oitava condenação de Albino por homicídio. Somadas, as penas já ultrapassam 203 anos de prisão. Ele ainda responde por outros 11 homicídios e cinco tentativas de assassinato. O crime ocorreu em 8 de janeiro de 2024, na Rua Messias de Gusmão, bairro da Ponta Grossa, em Maceió. Segundo o MP, Albino assassinou José Ildo após demonstrar interesse pela companheira da vítima, que era adolescente, e não ser correspondido.

Durante o interrogatório, Albino admitiu o homicídio, mas alegou que agiu para “fazer justiça com as próprias mãos” após ter sido supostamente assaltado pela vítima meses antes. Ele disse que identificou José Ildo pelas redes sociais e usou uma arma do pai para cometer o crime, mas nunca registrou boletim de ocorrência sobre o roubo. O promotor Thiago Riff destacou que o réu apresentou versões diferentes durante as investigações: primeiro negou o crime, depois disse que estava “possuído pelo Arcanjo Miguel”.

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O MP também apresentou prints da companheira da vítima encontrados no celular de Albino. Questionado, ele afirmou novamente que “foi o Arcanjo Miguel” quem fez os registros. Segundo o promotor, o material reforça o comportamento obsessivo do acusado, que escolhia vítimas mulheres jovens com o mesmo perfil físico. A companheira de José Ildo relatou que já havia visto Albino antes e que ele demonstrava um “olhar de desejo” por ela.

Durante a sustentação, o promotor leu trechos do laudo psiquiátrico que considera Albino imputável, ou seja, capaz de compreender seus atos. “Ele sabe muito bem que o que faz é errado. Ele não se comove, não tem empatia à dor alheia”, afirmou Riff, classificando o réu como “irrecuperável”. O pai da vítima, também chamado José Ildo, declarou que a família continua sofrendo: “Foi uma tragédia que aconteceu e até agora a gente está sofrendo”.

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