Homem mais tatuado do Brasil segue com remoção facial mesmo com insuficiência renal
Remoção de tatuagens faciais continua apesar de problemas renais

O fotógrafo Leandro de Souza, de 37 anos, conhecido como o "homem mais tatuado do Brasil", afirma que seguirá com o processo de remoção das tatuagens do rosto, mesmo após ser diagnosticado com insuficiência renal. Morador de Bagé, no Rio Grande do Sul, ele já realizou seis sessões de laser para apagar os desenhos faciais. "Acredito que daqui uns dois, três meses eu já consiga fazer a sétima sessão e cada vez o rosto vai ficar mais limpo", destaca.

Diagnóstico e interrupção dos estudos

Neste ano, Leandro mudou-se para Petrolina (PE) em fevereiro, após ganhar uma bolsa de estudos no Seminário Evangélico Betânia (SEB) para cursar teologia. Ele ficaria quatro anos na instituição, mas retornou ao RS após um semestre devido a problemas de saúde. Diagnosticado com insuficiência renal, ele explica: "A princípio, eu iria precisar de hemodiálise, porque os rins não estão funcionando bem, está oscilando ainda. Ainda estou sob orientação médica, cuidando da alimentação, fiz ecografia, tomografia. E também foi constatado um problema na próstata".

Leandro afirma que não poderia permanecer no seminário durante o tratamento, pois os estudantes dividem o tempo entre trabalho pela manhã e estudos à tarde. "Tinha uma parte laboral de manhã, porque era um internato. De manhã, nós cuidávamos do sítio e tudo, então tinha que rachar lenha, capinar, enfim, eu não podia fazer isso", relata. A recomendação médica é que ele evite esforço físico.

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Tratamento e causas dos problemas de saúde

Agora em casa, Leandro segue o tratamento sem necessidade de hemodiálise. "Estou com dois tipos de medicações e cuidando da alimentação. É totalmente regrado, hoje é outra vida", diz. Ele acredita que os problemas de saúde possam estar ligados a hábitos anteriores, como o uso de drogas. "Acredito que tenham sido meus excessos no passado com as drogas. O meu testemunho é público. Eu me arrependo, mas hoje eu falo abertamente para ajudar mais pessoas".

Outro desafio recente foi a perda da mãe, que faleceu em dezembro do ano passado. Filho único, Leandro herdou a casa da família, mas enfrenta dificuldades financeiras como fotógrafo autônomo.

Remoção gratuita das tatuagens

Se tivesse que pagar pela remoção das tatuagens, Leandro não teria condições. O procedimento é realizado gratuitamente por um profissional que se sensibilizou com sua história, em Franco da Rocha (SP). "Estou muito satisfeito com o resultado, acredito que até a próxima sessão já esteja bem melhor, está ficando cada dia melhor", comemora.

Leandro chegou a ter 95% do corpo coberto por mais de 170 tatuagens, feitas ao longo de duas décadas. A marca foi registrada oficialmente em um evento internacional em Santa Rosa (RS).

Projetos futuros

Ainda este ano, Leandro planeja publicar um livro em formato de testemunho, com lançamento previsto para dezembro, contando sua história de vida até a conversão religiosa que motivou a mudança de aparência. Ele também pretende lançar um podcast.

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