A Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas, entre jovens e adultos de 15 a 30 anos, suspeitas de planejar um ataque com explosivos caseiros e coquetéis molotov na Avenida Paulista. A ação foi desarticulada pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), que identificou a articulação em comunidades virtuais.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o grupo não tinha pauta política específica, mas operava sob oposição genérica a instituições governamentais. Os suspeitos integravam uma rede nacional com cerca de oito mil participantes, com estrutura organizada de comando e divisão de tarefas, além de compartilhamento de manuais para fabricação de bombas.
A estratégia do grupo era se infiltrar em aglomerações para causar pânico e confrontos, usando bloqueadores de sinal de telefonia para dificultar a resposta das autoridades. Durante as diligências, a polícia apreendeu simulacros de armas de fogo e dispositivos eletrônicos que comprovam a articulação criminosa.
O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou o trabalho de antecipação da polícia. A operação contou com cooperação da polícia do Rio de Janeiro, que identificou movimentações semelhantes. O delegado-geral Artur Dian afirmou que os suspeitos buscavam notoriedade, mas alegaram que as interações eram 'brincadeiras', versão refutada pelas evidências.
As autoridades analisam o material apreendido para individualizar condutas e determinar enquadramentos penais, mantendo monitoramento para evitar reorganização do grupo.



