PF aponta propina de R$ 500 mil mensais a Ciro Nogueira
PF aponta propina de R$ 500 mil mensais a Ciro Nogueira

A Polícia Federal afirma que o senador Ciro Nogueira (Progressistas) recebia R$ 500 mil por mês do banqueiro Daniel Vorcaro, além de viagens internacionais e despesas em hotéis de luxo. Em troca, o parlamentar atuava no Senado em favor dos interesses privados de Vorcaro, segundo a investigação.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação, reúne indícios de que Ciro Nogueira era o "destinatário central das vantagens indevidas" e instrumentalizou o mandato em benefício do banqueiro. A operação desta quinta-feira (7) foi necessária, segundo a Procuradoria-Geral da República, porque o senador poderia usar sua rede de influência para destruir provas.

Entre as evidências, está uma emenda apresentada por Ciro em agosto de 2024 que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para R$ 1 milhão por depositante. A mudança beneficiaria diretamente o Banco Master, de Vorcaro. A PF afirma que o texto foi elaborado pela assessoria do banco, entregue em envelope endereçado a 'Ciro' na residência do senador, e reproduzido integralmente por ele.

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As vantagens incluíam mesadas de R$ 300 mil a R$ 500 mil repassadas por meio de empresas administradas por parentes de Ciro e de Vorcaro, como a BRGD, com sede em Minas Gerais. Em trocas de mensagens, Vorcaro e seu primo Felipe discutem pagamentos mensais ao 'pessoal que investiu' na empresa. Em junho de 2025, Vorcaro se queixou da falta de pagamento a 'Ciro'.

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