O papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica, intitulada 'Magnifica Humanitas' ('Magnífica Humanidade'), na qual alerta sobre os perigos da inteligência artificial e defende que seu controle não deve ficar nas mãos de poucos. O documento aborda o uso da IA em conflitos armados, exigindo restrições éticas rigorosas.
Na encíclica, o pontífice afirma que a teoria da 'guerra justa' está ultrapassada e que a força militar só deve ser usada para legítima defesa no sentido mais estrito. Ele critica o uso da violência e das armas, que resultam em consequências desastrosas para civis, e defende o diálogo, a diplomacia e o perdão como ferramentas mais eficazes.
Leão XIV também pede desculpas pela legitimação da escravidão pela Igreja e pela demora em denunciá-la, e afirma que o tratamento dado a imigrantes e refugiados é o teste decisivo para a justiça social. O papa adverte que a construção de um mundo em conflito perpétuo é um mal.
O documento aborda ainda a necessidade de distribuição justa dos recursos, proteção da dignidade humana e cuidado com o meio ambiente. O papa compara o desenvolvimento descontrolado da IA à Torre de Babel, alertando contra planos que dominam e desumanizam.
Leão XIV insiste que a tecnologia deve proteger empregos e estar sujeita a estruturas legais robustas, supervisão independente e responsabilidade política. A encíclica foi apresentada pessoalmente pelo papa no Vaticano, algo inédito, e contou com a participação de Chris Olah, cofundador da Anthropic.



