Uma jovem de 24 anos foi brutalmente agredida dentro de uma estação do Metrô de São Paulo, na Zona Norte da cidade. Larissa Ramos Raudenberg teve o maxilar, o nariz e o joelho fraturados, além de três dentes quebrados, após ser atacada por um homem sem qualquer motivo aparente.
O ataque
O incidente ocorreu na estação Parada Inglesa, na Linha 1-Azul. Segundo a vítima, ela entrou por engano no sentido Tucuruvi e, ao perceber o erro, tentou sair da plataforma. Foi quando um homem a abordou e, sem qualquer discussão ou tentativa de assalto, desferiu vários golpes contra ela.
Larissa relatou que o agressor a segurou pelo cabelo e a jogou contra a parede, batendo seu rosto repetidamente. Ela conta: "Ele queria me agredir e quase me matou. Foi tudo muito rápido, não deu tempo de pedir ajuda." O ataque só foi interrompido quando outros passageiros intervieram.
Consequências e tratamento
A jovem foi socorrida e encaminhada a um hospital, onde passou por exames. As fraturas no maxilar e no nariz exigem acompanhamento médico, e há a possibilidade de cirurgia reconstrutiva. Além disso, Larissa sofreu lesões no joelho e perdeu três dentes, o que também demandará tratamento odontológico.
Ela permanece em casa, se recuperando, e aguarda uma nova avaliação médica para definir os próximos passos do tratamento. O trauma psicológico também é grande: "Tenho medo de sair na rua, de pegar metrô. Tudo me lembra o que aconteceu."
Registro policial e busca por justiça
O caso foi registrado como lesão corporal no 73º Distrito Policial (Jaçanã). No entanto, a vítima e sua família contestam a classificação. O advogado de Larissa, Dr. Ricardo Mendes, afirmou que a defesa pedirá a reavaliação do crime para tentativa de homicídio, dada a violência e a intenção do agressor.
"A agressão foi desproporcional e poderia ter matado Larissa. Não foi uma simples lesão, foi uma tentativa de homicídio", disse o advogado. A polícia investiga o caso e busca identificar o agressor, que fugiu após o ataque.
Repercussão e medidas de segurança
O ataque gerou comoção e revolta nas redes sociais. Amigos e familiares de Larissa organizaram uma campanha para arrecadar fundos para os custos médicos e odontológicos. Além disso, pedem mais segurança nas estações do Metrô, especialmente durante a noite.
O Metrô de São Paulo informou, por meio de nota, que está colaborando com as investigações e que as câmeras de segurança da estação estão sendo analisadas. A empresa também reforçou que há vigilância constante nas plataformas, mas reconheceu que a agilidade na resposta a incidentes pode ser melhorada.
Larissa espera que o agressor seja encontrado e punido, e que sua história sirva de alerta para que outras mulheres não passem pela mesma situação. "Não quero que ninguém mais sofra o que sofri. Precisamos de justiça."



