O ex-presidente do PL em Atibaia (SP), Edevaldo Oliveira, de 63 anos, anunciou no domingo (22) sua renúncia ao cargo, alegando interferência do advogado Frederick Wassef, que defende a família Bolsonaro. Em postagem no Instagram, Oliveira afirmou que Wassef usava sua influência sobre a prefeitura para promover interesses pessoais, tornando insustentável representar a direita na cidade.
No entanto, o PL nacional contestou a versão. Em nota, o partido afirmou que Oliveira não apresentou nenhum pedido de renúncia e que ele não ocupava o cargo desde fevereiro de 2025, conforme consta no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova composição da Comissão Executiva Municipal ainda não foi indicada pelo grupo político local.
Wassef, em contato com a reportagem, reiterou que Oliveira não é mais presidente e disse que o ex-aliado mente para forçar sua nomeação. Oliveira, por sua vez, afirmou que continuou elaborando a prestação de contas eleitorais do partido mesmo após o fim do mandato, tendo assinado o documento em março de 2025.
Oliveira assumiu a presidência do PL em Atibaia em julho de 2024 e atuou na campanha do advogado Daniel Martini (PL), eleito prefeito com 48,22% dos votos. Wassef articulou a ida de Martini ao partido e sua candidatura, além de indicar secretários e participar de reuniões na prefeitura. Oliveira criticou a concentração de poder nas mãos de Wassef.
Ex-policial rodoviário federal e advogado criminalista, Oliveira vive em Atibaia e tem escritório de advocacia na cidade. Ele ajudou a esconder Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, na casa de Wassef em 2020, e atuou na defesa de Queiroz. Em seu Instagram, há fotos de Queiroz, a quem chama de grande amigo.



