A Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência no transporte público da capital, após a paralisação total da frota de ônibus na quarta-feira (22). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado e tem vigência de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais dois meses.
Com o decreto, a prefeitura poderá intervir no sistema por meio da Superintendência Municipal de Trânsito (RBTrans) e abrir espaço para que novas empresas assumam as operações. O município argumenta que a concessionária Ricco Transportes não cumpriu obrigações contratuais, como executar atividades com zelo e economia.
A paralisação foi motivada por atrasos salariais e de encargos trabalhistas. Segundo a Ricco, a empresa opera com déficit financeiro: entre 1º e 20 de abril, arrecadou R$ 2,8 milhões, mas teve despesas de R$ 2,9 milhões. Os custos incluem combustível (R$ 1,15 milhão), manutenção (R$ 481 mil) e encargos.
A empresa alega que a tarifa, sem reajuste desde 2022, e a falta de repasses integrais da prefeitura para gratuidades e meia-passagem estudantil agravam a crise. A prefeitura teria repassado R$ 1,8 milhão em subsídios no período, enquanto a empresa considera devido R$ 4,4 milhões.
Com a suspensão do serviço, o Terminal Urbano amanheceu vazio. Entre 1º e 17 de abril, mais de 490 mil passageiros utilizaram o transporte coletivo. A prefeitura informou que se reuniu com trabalhadores e empresa, e foi acordado um prazo de 48 horas para solução.



