Carta do PCC revela desvio de R$ 15 milhões em operação que prendeu vereador em SP
Carta do PCC revela desvio de R$ 15 milhões em operação em SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu o vereador Senival Pereira de Moura (PT) durante uma operação que desmantelou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Uma carta da facção encontrada pelos investigadores revela uma disputa interna envolvendo o desvio de R$ 15 milhões.

Documento encontrado detalha desvio milionário

De acordo com a corporação, o documento apreendido na operação menciona explicitamente a quantia de R$ 15 milhões e aponta Senival como uma das figuras centrais do esquema. A investigação indica que o dinheiro teria sido desviado da empresa Transunião Transportes, que presta serviços à prefeitura de São Paulo.

"A carta do PCC demonstra a ingerência da facção nos negócios da empresa e o envolvimento direto do vereador na lavagem dos recursos", afirmou o delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva.

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Esquema envolvia empresa de transporte público

A Transunião Transportes é uma das concessionárias responsáveis pelo transporte coletivo na capital paulista. A suspeita é que o PCC utilizava a empresa para ocultar a origem ilícita de recursos, com a participação ativa de Senival Moura, que teria facilitado contratos e desvios.

A prefeitura de São Paulo informou que os serviços de transporte não serão interrompidos e que colabora com as investigações. "Estamos acompanhando os desdobramentos e adotaremos as medidas cabíveis para garantir a lisura do sistema", disse o secretário municipal de Mobilidade e Transportes.

Defesa nega envolvimento

A defesa do vereador Senival Moura negou qualquer envolvimento com o PCC ou com o esquema de lavagem de dinheiro. Em nota, os advogados afirmaram que "o vereador é inocente e confia na Justiça para esclarecer os fatos". Eles também criticaram a divulgação da carta, classificando-a como "prova frágil e sem contexto".

Senival Moura foi eleito pelo PT e cumpre seu primeiro mandato na Câmara Municipal de São Paulo. A prisão ocorreu na manhã desta terça-feira, e o vereador permanece detido à disposição da Justiça.

Investigação continua

A Polícia Civil informou que a operação ainda está em andamento e que novas prisões não estão descartadas. O caso corre sob sigilo na Justiça, mas a corporação adiantou que há indícios de que o esquema movimentou valores ainda maiores ao longo dos anos.

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