Operação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 64 mortos e 81 presos
Operação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 64 mortos e 81 presos

Uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 presos. A ação, que mobilizou 2,5 mil policiais, visava cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV), 30 deles de fora do estado, identificados como parte de um plano de expansão territorial da facção.

Durante os confrontos, traficantes utilizaram drones para lançar granadas contra as equipes das forças especiais da Core e do Bope, um cenário descrito como típico de guerra. O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, confirmou que os policiais foram atacados com granadas lançadas por drones. Ao todo, 93 fuzis foram apreendidos e oito agentes ficaram feridos.

O governador Cláudio Castro declarou que a operação ultrapassou o âmbito da segurança pública tradicional, classificando-a como uma operação de Estado de Defesa. Ele afirmou que o Rio de Janeiro está sozinho nessa guerra e que o governo federal precisa apoiar, inclusive com o uso das Forças Armadas. Castro disse que teve negado por três vezes o pedido de blindados da Marinha e do Exército.

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Entre os presos estão o operador financeiro de Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos principais chefes do CV na Penha, e Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, um dos braços armados de Doca. Quatro moradores também foram atingidos, incluindo uma mulher que estava em uma academia, todos em estado estável.

A operação impactou serviços públicos: unidades de saúde e educação tiveram o funcionamento alterado, e linhas de ônibus foram desviadas devido a barricadas incendiadas. Moradores relataram intensos tiroteios nas redes sociais, com colunas de fumaça visíveis à distância.

Integrantes do governo federal avaliam que as declarações de Castro responsabilizando a falta de apoio federal são um movimento político para antecipar a disputa eleitoral do ano que vem. O governador, por sua vez, alertou para a possibilidade de forte retaliação dos criminosos diante do número de mortos e apreensões.

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