Granit Xhaka e Ricardo Rodríguez são os únicos jogadores da atual seleção suíça que estiveram em campo na dramática derrota por 1 a 0 para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Agora, nas quartas de final da Copa de 2026, eles reencontram a Argentina e Lionel Messi, que deu o passe para o gol de Ángel Di María aos 118 minutos da prorrogação naquele jogo em São Paulo.
Remanescentes de 2014
Xhaka, meia do Sunderland, e Rodríguez, lateral do Bétis, estrearam juntos na seleção suíça em 2011 e disputam sua quarta Copa do Mundo consecutiva. São os jogadores mais experientes da história do país: Xhaka é o recordista de partidas pela Suíça, com 151 jogos, seguido por Rodríguez, com 143. Juntos, ultrapassaram Xherdan Shaqiri como os suíços com mais partidas em Copas, com 18 jogos cada. O jogo de sábado contra a Argentina, em Kansas City, será o 18º da dupla em Mundiais.
Orgulho e liderança
“Eu sinto um enorme orgulho. Faço parte dessa seleção desde 2011 e continuo aqui hoje, podendo liderar a equipe como capitão, e isso me enche de orgulho. Conheço muito bem o Ricky, é uma pessoa e um jogador fantástico, traz muita experiência para a nossa equipe. É uma honra compartilhar esse recorde com ele”, disse Xhaka em entrevista coletiva antes da estreia na Copa de 2026, o empate em 1 a 1 com o Catar.
Após a classificação suada para as quartas, com vitória nos pênaltis sobre a Colômbia, o técnico Murat Yakin exaltou Xhaka: “Nossa relação é muito especial, muito bonita, e eu o felicitei pelo jogo de hoje. É o meu capitão, é um líder e está sempre aí para a equipe. Seu desempenho foi acima da média, e também assumiu a responsabilidade na hora dos pênaltis. Não sabemos se será sua última Copa, se estará apto a jogar a próxima, mas ele está sempre atento a todos os detalhes e merece ser o capitão desta equipe.”
Desafio contra Messi
Messi, que também é remanescente daquele jogo de 2014, é o recordista de gols e jogos em Copas e artilheiro da atual edição. A Suíça busca sua primeira semifinal de Copa do Mundo, enquanto a Argentina tenta repetir o feito de 2014, quando chegou à final.



