No Largo do Machado, tradicional ponto de comércio popular no Rio de Janeiro, camelôs estão enfrentando dificuldades para vender camisas da seleção brasileira estampadas com o nome de Neymar para a Copa do Mundo de 2026. A procura por peças do atual camisa 10 tem sido baixa, enquanto itens de ídolos do passado, como Romário, Ronaldo e Bebeto, registram maior saída.
Cenário de vendas no Largo do Machado
De acordo com vendedores ambulantes ouvidos pela coluna, a preferência dos consumidores tem se voltado para jogadores que marcaram época em Copas anteriores. “A camisa do Neymar não está saindo. O pessoal quer mais as dos antigos, como Romário, Ronaldo e Bebeto”, relata um camelô que preferiu não se identificar. A situação contrasta com o entusiasmo de outrora em torno do astro, que já foi o principal garoto-propaganda da seleção.
Possíveis razões para a queda de interesse
Especialistas em marketing esportivo apontam que a desilusão com o desempenho recente da seleção e a ausência de títulos desde 2002 podem ter contribuído para a preferência por jogadores consagrados. Além disso, a polêmica envolvendo Neymar fora de campo também pode estar afetando sua imagem comercial. “O consumidor busca identificação com vencedores, e Neymar, apesar do talento, não conseguiu trazer o hexa”, analisa o consultor de varejo Carlos Mendes.
Impacto no comércio informal
Os camelôs do Largo do Machado, que dependem da venda de artigos esportivos para complementar a renda, relatam que o movimento está abaixo do esperado para um ano de Copa. “Estamos com estoque parado. Se continuar assim, vamos ter que fazer promoção para não ter prejuízo”, afirma outro vendedor. A tendência, segundo eles, é que as camisas de Neymar sejam vendidas com descontos, enquanto as de Romário, Ronaldo e Bebeto permanecem com preço cheio.



