A Midea Indústria do Brasil retomou a produção em sua fábrica em Pouso Alegre (MG) após denúncias de agressão física envolvendo um gestor expatriado e um funcionário brasileiro. A empresa nega que tenha ocorrido chicoteamento, como divulgado pelo sindicato, e afirma que o incidente não ocorreu nas dimensões noticiadas. Em comunicado, a companhia confirma o episódio ocorrido em 15 de junho de 2026, mas refuta a alegação de chicoteamento.
Medidas internas e afastamento do gestor
Após tomar conhecimento do caso, a Midea adotou medidas internas, incluindo o afastamento do gestor apontado como agressor, medida confirmada pelo Ministério do Trabalho. A empresa informou que o episódio foi tratado conforme protocolos internos, com escuta das partes envolvidas. O funcionário brasileiro optou por permanecer em atividade.
O Ministério do Trabalho classificou a situação como grave e garantiu proteção ao denunciante para evitar retaliações. Uma comissão foi criada para investigar o caso, avaliar as condições de trabalho e propor melhorias.
Repercussão e negociações
O caso ganhou repercussão após denúncias de que um trabalhador teria sido agredido com socos e golpes usando uma borracha de vedação de geladeira, peça produzida na própria fábrica. Em entrevista à EPTV, o operador Laércio Diego Maia explicou que o item é feito de PVC com ímã e pode pesar entre um quilo e um quilo e meio quando finalizado.
A empresa reforçou que a unidade segue em funcionamento normal, sem paralisação. Sindicato e empresa negociam melhorias no ambiente de trabalho. A Midea também anunciou que reforçará iniciativas de integração intercultural e capacitação de profissionais expatriados.



