Não faz sentido renovar subsídio ao carvão mineral, diz editorial
Não faz sentido renovar subsídio ao carvão mineral

O editorial do jornal O Globo critica a renovação de subsídios ao carvão mineral, classificando a medida como insustentável no contexto da transição energética global. O texto defende que o Brasil precisa de um plano claro para desativar gradualmente a geração elétrica a partir dessa fonte poluente e ultrapassada.

Subsídios bilionários ao carvão

Atualmente, usinas termelétricas movidas a carvão mineral recebem subsídios que custam bilhões de reais aos consumidores de energia elétrica. O editorial argumenta que esses recursos poderiam ser direcionados para fontes renováveis, como solar e eólica, que são mais limpas e competitivas.

No Rio Grande do Sul, há usinas termelétricas a carvão em operação, como a da Âmbar Energia, que geram empregos, mas também poluição e emissões de gases de efeito estufa. O editorial ressalta que a continuidade dos subsídios vai contra os compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris.

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Transição energética exige planejamento

A desativação das termelétricas a carvão precisa ser acompanhada de políticas públicas que mitiguem os impactos sociais e econômicos, como a geração de empregos verdes e a requalificação profissional. O editorial cobra do governo federal um plano de transição energética que inclua prazos e metas claras.

Segundo o texto, não faz sentido renovar os subsídios para uma fonte de energia que está em declínio no mundo todo. Países como Alemanha e Reino Unido já anunciaram o fechamento de suas últimas usinas a carvão, enquanto o Brasil insiste em manter esse modelo obsoleto.

Impactos ambientais e econômicos

O carvão mineral é responsável por altas emissões de CO₂, contribuindo para o aquecimento global. Além disso, a queima do carvão libera poluentes locais que afetam a saúde da população, como material particulado e óxidos de enxofre.

O editorial conclui que a renovação dos subsídios ao carvão mineral é um contrassenso econômico e ambiental, e que o Brasil deve priorizar investimentos em energias renováveis para cumprir suas metas de descarbonização e garantir um futuro sustentável.

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