A Noruega confirmou nesta quinta-feira (6) o maior investimento individual no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), no valor de US$ 3 bilhões. O anúncio ocorreu durante a Cúpula de Líderes em Belém, elevando o total de promessas de aportes para US$ 5,5 bilhões.
O TFFF é um mecanismo financeiro proposto pelo Brasil que utiliza um modelo de renda fixa: os lucros das aplicações remuneram países que preservam suas florestas tropicais. O fundo proíbe investimentos em combustíveis fósseis e destina 20% dos recursos a povos indígenas.
Além da Noruega, já estão confirmados compromissos do Brasil (US$ 1 bilhão), Indonésia (US$ 1 bilhão) e França (US$ 500 milhões). A Alemanha sinalizou apoio, mas ainda não divulgou o valor, que deve ser anunciado na sexta-feira (7). Portugal e Holanda contribuirão com valores menores para a operação do fundo, que será administrado pelo Banco Mundial.
O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, afirmou que a interrupção do desmatamento é essencial para reduzir os impactos das mudanças climáticas e conter a perda de biodiversidade. "Não temos tempo a perder se quisermos salvar as florestas tropicais do mundo", declarou.
O ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, detalhou que o país pretende investir os US$ 3 bilhões ao longo de dez anos, desde que a contribuição norueguesa não ultrapasse 20% do total do fundo e que o mecanismo alcance US$ 10 bilhões em aportes.
Considerado uma vitrine da diplomacia brasileira na COP30, o TFFF busca transformar a conservação das florestas tropicais em um ativo global. O chanceler alemão Friedrich Merz, presente na cúpula, classificou a proposta como "muito interessante" e deve discutir o tema com o presidente Lula.



