Em meio à crise climática, os catadores de materiais recicláveis precisam ser incluídos nas políticas ambientais, defendeu Claudete Costa, representante dos catadores do Rio de Janeiro. Em entrevista, ela destacou a importância de políticas públicas direcionadas e de maior respeito da sociedade para com os quase 800 mil catadores que atuam no Brasil.
Claudete Costa: voz dos catadores
Claudete Costa, catadora e representante da categoria no Rio de Janeiro, tem sido uma voz ativa na luta por reconhecimento e inclusão. Ela ressalta que os catadores desempenham um papel fundamental na gestão de resíduos e na redução do impacto ambiental, mas ainda enfrentam preconceito e falta de apoio governamental.
Políticas públicas necessárias
Para Claudete, é urgente que o poder público elabore políticas que integrem os catadores aos sistemas de coleta seletiva e reciclagem. Ela defende a criação de programas de capacitação, melhores condições de trabalho e remuneração justa. Além disso, aponta a necessidade de campanhas de conscientização para que a população valorize o trabalho desses profissionais.
A representante também cobrou mais respeito da sociedade. "Muitas vezes somos invisíveis, mas somos essenciais para o meio ambiente", afirmou. Ela acredita que, com políticas adequadas, os catadores podem contribuir ainda mais para a sustentabilidade e para a economia circular.



