Segundo suspeito morre e terceiro é preso por ataque a grávida e filho no MA
Segundo suspeito morre e terceiro é preso no MA

David João Gaspar Penha, conhecido como "Mucurão", morreu em confronto com a polícia na zona rural de São João Batista, no Maranhão, neste domingo (12). Ele era o segundo suspeito de participar do ataque que matou Samira Costa Correia, grávida, e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). David já havia sido preso e tinha passagens por outros crimes.

Outro suspeito morto e um preso

No mesmo domingo, Joelson Braga Araújo, outro suspeito do crime, também morreu durante uma ação policial. Segundo a SSP, Joelson usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial. Um terceiro suspeito, Matheus Costa Pinheiro, foi preso na tarde de domingo. Outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações. As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.

Investigação aponta disputa entre facções

O caso é investigado como duplo homicídio. Segundo a SSP-MA, os elementos indicam que o crime está relacionado a uma disputa entre facções criminosas. Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan, é apontado como o principal alvo do ataque. Ele foi ouvido pela polícia, mas a secretaria não informou em que condição prestou depoimento. Familiares afirmaram que Josef foi visto na casa pouco antes do ataque. O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, disse que a polícia investiga se uma pessoa próxima às vítimas tinha ligação com um grupo criminoso e foi acusada de mudar de facção ou trair o grupo. "Há muita especulação e muito boato que se mistura com outras versões, às vezes criando versões distintas. Então, o nosso trabalho é reunir todas essas informações e trabalhar todos os pontos de cada versão até entender, de fato, o que aconteceu", explicou.

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Ataque com cerca de 15 homens e 100 estojos de munição

As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo. Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens participaram do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local, dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12.

Exames periciais para determinar causa da morte

Os exames periciais devem esclarecer se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos ou do incêndio. Devido às condições dos corpos, a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML) foi condicionada à realização de exame de DNA com material coletado de um familiar de primeiro grau. Segundo a SSP-MA, o exame já foi realizado, mas não informou quando os corpos serão liberados. As investigações e buscas continuam na região.

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