O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (13) uma reestruturação no Rioprevidência, o fundo de previdência dos servidores estaduais, após o órgão entrar na mira da Polícia Federal (PF) por supostas ligações com o banco Master. A investigação apura possíveis irregularidades na gestão de recursos do fundo, que administra cerca de R$ 40 bilhões.
Mudanças na gestão e controle
De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial, a nova estrutura prevê a criação de uma diretoria de investimentos e a extinção de cargos comissionados. O governador Cláudio Castro afirmou que as medidas visam aumentar a transparência e o controle sobre os ativos do fundo. "Estamos tomando todas as providências para garantir que os recursos dos servidores sejam geridos com responsabilidade e segurança", disse Castro.
A PF investiga se o Rioprevidência realizou investimentos no banco Master em condições suspeitas, o que poderia configurar gestão temerária ou fraude. O banco Master também é alvo de outras investigações por supostas operações irregulares.
Impacto nos servidores
O Rioprevidência atende cerca de 200 mil servidores ativos e aposentados. A reestruturação inclui a criação de um comitê de auditoria e a obrigatoriedade de relatórios trimestrais detalhados. Especialistas apontam que a medida pode melhorar a governança, mas alertam para a necessidade de investigação aprofundada. "A transparência é fundamental para recuperar a confiança dos segurados", afirmou o economista Carlos Alberto.



