A perícia da Polícia Civil confirmou a presença de clonazepam no sangue do casal de idosos assassinado a facadas em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O exame toxicológico, segundo o delegado responsável, revelou o medicamento calmante com efeito sedativo e ansiolítico nas vítimas, reforçando a versão da suspeita Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos.
Suspeita confessou ter dopado as vítimas
Paola Stefany, presa na quinta-feira (2) em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, confessou o duplo homicídio e afirmou ter colocado comprimidos na bebida servida ao casal antes do crime. Segundo a Polícia Civil, ela disse informalmente que havia colocado quatro comprimidos de clonazepam no suco das vítimas. No entanto, a investigação trabalha com a hipótese de que a quantidade tenha sido maior, com o objetivo de reduzir a capacidade de reação do casal antes dos assassinatos.
Fuga e identificação do veículo
Após o crime, Paola deixou o prédio com bolsas e sacolas contendo joias, relógios, celulares e outros objetos de valor. A placa do carro que a levou para o centro da capital, assim como o proprietário do veículo, foram identificados. Segundo a Polícia Civil, Paola informou informalmente que abordou um motorista de aplicativo que descansava em uma rua próxima ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para que ele fizesse o transporte. A investigação já solicitou informações às plataformas de transporte por aplicativo para confirmar a versão apresentada pela suspeita e esclarecer a participação do veículo na fuga.
Detalhes do crime
Os assassinatos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, ocorreram na segunda-feira (29), dentro do apartamento onde o casal morava. Paola havia sido indicada por um parente das vítimas para fazer uma faxina no imóvel. Segundo a Polícia Civil, ela dopou o casal com comprimidos de clonazepam antes de atacá-los com uma faca da própria residência. Após o crime, furtou joias, relógios, celulares e outros objetos de valor, deixando o prédio com bolsas e sacolas. Parte dos itens foi vendida por cerca de R$ 59 mil.
Investigação em andamento
Os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas na terça-feira (30). No dia seguinte, a polícia identificou a suspeita por meio de imagens de câmeras de segurança e recuperou os celulares do casal em Vespasiano. Na quinta-feira (2), Paola foi presa em um hotel de Itabira, confessou o crime e teve a prisão em flagrante ratificada. A Polícia Civil ainda investiga se outras pessoas participaram da fuga e da venda dos objetos roubados.



