Pai de vítima de homicídio no Guará clama por justiça após condenação
Pai de vítima pede justiça após condenação no DF

O pai de Lucas Henrique Prado, de 35 anos, morto a tiros em uma oficina mecânica no Guará, Distrito Federal, pede justiça após a condenação do acusado, André Luiz Rodrigues, de 23 anos. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Guará nesta terça-feira (14), e André foi condenado a quatro anos de prisão em regime inicial aberto, podendo aguardar em liberdade o início do cumprimento da pena.

O crime

O caso aconteceu em abril de 2025. Segundo testemunhas, Lucas Henrique saía da oficina quando atingiu o retrovisor de outro veículo. Isso teria causado ira em André Luiz, filho do dono da oficina, que pegou uma arma e atirou na vítima. Lucas Henrique chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A defesa de André Luiz não quis se manifestar e informou que ainda irá avaliar a apresentação de um recurso.

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Relembre o caso

De acordo com o pai da vítima, Lucas era motorista de transporte por aplicativo. No dia 21 de março de 2025, o carro dele começou a apresentar uma falha mecânica, e ele buscou a oficina na QE 40, do Guará. Na ocorrência, os policiais afirmaram que, primeiramente, foram acionados para uma situação de assalto seguida de disparo. No local, André alegou que a vítima teria tentado assaltá-lo.

No boletim de ocorrência, foi relatado que o dono da arma é o pai de André, que é dono da oficina. A arma e 13 munições foram apreendidas no local.

Depoimento do pai

"Meu filho nunca foi um bandido, meu filho era um trabalhador. Trabalhava na Feira dos Importados, fazia entregas e todo mundo lá gosta muito dele. Esse carro era alugado, que ele estava fazendo Uber com ele. Meu filho nunca teve uma passagem na delegacia", conta Jorge Luiz, pai de Lucas.

Segundo a família, a bala atingiu o queixo, atravessou o pescoço e comprometeu o funcionamento de duas artérias do lado direito. Lucas ficou 14 dias internado no Hospital de Base, passou por quatro cirurgias, mas não resistiu. Ele morava com o pai e deixa um filho de sete anos.

"Que a justiça, embora cega, enxergue o que aconteceu com o meu filho e coloque esse assassino atrás das grades, porque eu perdi o meu filho e o meu neto perdeu o pai", diz o pai de Lucas.

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