O senador Sergio Moro (PL-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato, criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por ter proibido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em postagem na rede social X nesta segunda-feira, 13, Moro afirmou que falta “proporcionalidade” e “legalidade” na determinação.
Decisão de Moraes e reação de Moro
A vedação de visitas de Flávio ao pai terá duração de 90 dias. A decisão foi tomada após o senador ter divulgado uma carta do ex-presidente. “Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad”, escreveu Moro. Conforme mostrou o Estadão/Broadcast em novembro de 2018, Lula recebeu 572 visitas em seis meses na cela especial montada na Polícia Federal de Curitiba.
Comparação com tratamento a Lula
Moro continuou: “Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula.” Em seguida, escreveu: “Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso.”
Repercussão política
O ex-juiz da Lava Jato acrescentou: “Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do ministro Moraes.” Na publicação, ele anexou a imagem de uma matéria jornalística sobre as visitas feitas a Lula enquanto estava preso. A reação de Moro se junta à repercussão do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que chamou a decisão de “autoritária”, “desproporcional” e uma “clara interferência no jogo político.”
Detalhes da decisão judicial
Na decisão, Moraes intimou a defesa de Bolsonaro a se manifestar em até 48 horas e informar se o ex-presidente tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho. O magistrado destacou que a afirmação de Flávio de que a carta era um “recado muito importante que ele Bolsonaro queria dar para toda a nossa nação” sugere que o ex-presidente tinha ciência da divulgação.



