A milícia do Rio de Janeiro expandiu sua atuação criminosa para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fraudando benefícios previdenciários. De acordo com investigações da Polícia Federal, o esquema já causou um prejuízo estimado em R$ 50 milhões aos cofres públicos.
Como funciona o esquema
O grupo criminoso recrutava intermediários, conhecidos como "laranjas", para solicitar benefícios como aposentadorias e pensões. Esses intermediários eram orientados a apresentar documentos falsos, como comprovantes de tempo de contribuição e laudos médicos fraudulentos. Servidores públicos do INSS eram cooptados para aprovar os pedidos de forma irregular, recebendo propinas que variavam de R$ 500 a R$ 5 mil por benefício concedido.
Investigação e operação
A Polícia Federal deflagrou a Operação "Mensageiro" para desarticular o esquema. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo residências e órgãos públicos. Segundo o delegado responsável, "a milícia se infiltrou no sistema previdenciário para garantir uma fonte de renda ilícita estável". A investigação aponta que o grupo atuava principalmente nas zonas norte e oeste do Rio de Janeiro.
Impacto e medidas
O INSS informou que está colaborando com as investigações e que já adotou medidas para coibir fraudes, como a revisão de benefícios suspeitos e o fortalecimento de sistemas de controle interno. A Previdência Social estima que o prejuízo total pode ser ainda maior, considerando que o esquema operava há pelo menos dois anos. A Polícia Federal continua as investigações para identificar todos os envolvidos, incluindo os líderes da milícia que coordenavam as ações.



