Mendonça isola Vorcaro de ex-presidente do BRB na Papudinha
Mendonça isola Vorcaro de ex-presidente do BRB

Decisão do STF impõe isolamento entre investigados na Papudinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, seja mantido incomunicável com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), enquanto ambos estiverem presos na Papudinha, unidade prisional da Polícia Civil do Distrito Federal. A decisão, proferida nesta terça-feira (25), visa preservar a integridade das investigações da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras que teria causado um rombo de R$ 50 bilhões a investidores e fundos de previdência.

Contexto da Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (16), prendeu preventivamente Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, entre outros envolvidos. As investigações apontam que Vorcaro, à frente do Banco Master, teria articulado um esquema de fraudes contábeis e operações fictícias para desviar recursos de fundos de previdência e investidores, resultando em prejuízos bilionários. Paulo Henrique Costa, que presidiu o BRB entre 2019 e 2022, é suspeito de ter facilitado as operações fraudulentas durante sua gestão.

Medidas cautelares e fundamentação

Na decisão, Mendonça acolheu pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que alertaram para o risco de que os dois investigados, se em contato, pudessem combinar versões ou destruir provas. O ministro determinou que a direção da Papudinha adote todas as providências necessárias para garantir o isolamento total entre Vorcaro e Costa, incluindo a proibição de visitas simultâneas e comunicação por qualquer meio. “A incomunicabilidade é medida indispensável para assegurar a eficácia das investigações em curso”, destacou Mendonça em seu despacho.

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Impacto nas investigações

A medida cautelar deve vigorar enquanto durar a prisão preventiva de ambos, que não tem prazo definido. A operação já gerou grande repercussão no mercado financeiro e no setor público, especialmente por envolver uma instituição financeira privada e um banco estatal. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o montante exato desviado, mas estimativas iniciais apontam para o rombo de R$ 50 bilhões, que pode aumentar conforme as investigações avançam.

Próximos passos

A Polícia Federal continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os ativos desviados. O STF deverá analisar, nas próximas semanas, pedidos de revogação das prisões preventivas apresentados pelas defesas dos investigados. Enquanto isso, Vorcaro e Costa permanecerão isolados na Papudinha, sem contato entre si.

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