A Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva a prisão de Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, suspeito de matar um casal na tarde de quinta-feira (16) em um condomínio na Ponte Alta do Gama. A decisão foi tomada durante audiência de custódia neste sábado (18). Evandro foi preso na sexta-feira (17) na casa vizinha ao quintal onde os corpos foram encontrados. Uma arma atribuída a ele foi apreendida.
Decisão judicial cita gravidade do crime
O juiz responsável avaliou que já há provas da materialidade e indícios suficientes da autoria. "Os fatos imputados são extremamente graves, envolvendo, em tese, a prática de duplo homicídio qualificado, cometido mediante arma de fogo e com resultado morte de duas pessoas. A gravidade concreta da conduta, evidenciada pelo modus operandi descrito nos autos e pelo elevado potencial lesivo da ação, demonstra risco efetivo à ordem pública", diz a decisão.
Suspeito tem histórico criminal
Evandro Gabriel Ferreira já possui passagens por ameaça, violência doméstica, tentativa de homicídio e homicídio consumado. Segundo o delegado Paulo Fortini, da 20ª Delegacia de Polícia Civil, o suspeito tem histórico de conflitos com os vizinhos do condomínio. A motivação do crime ainda está sendo investigada.
Familiar encontrou os corpos
Na manhã de sexta-feira (17), o pai de uma das vítimas notou a ausência do casal e foi até a casa onde estariam trabalhando, no condomínio Bosque Imperial. No local, encontrou os corpos de Rayane Lins Farias Campos, de 38 anos, e Leonardo de Oliveira Campos, de 42, em meio ao mato alto do lote e acionou a polícia. O casal deixa uma filha. As vítimas não moravam no local; estavam prestando serviço de limpeza na casa onde foram encontrados.
Repercussão e investigação
A Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, onde Rayane trabalhava, lamentou a morte da servidora em uma rede social. Vizinhos afirmam ter ouvido disparos de arma de fogo na tarde de quinta-feira (16), por volta das 15h. A área foi interditada para investigações. Atiradores da PM foram vistos no local, e moradores foram orientados a se retirar da rua do condomínio porque acreditava-se que o suspeito estava armado. O caso é investigado pela 20ª Delegacia de Polícia.



