Justiça determina 50% da frota em greve de ônibus no Rio
Justiça determina 50% da frota em greve de ônibus no Rio

A Justiça do Trabalho determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional de ônibus por linha e itinerário durante a greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, que começa à 0h da próxima segunda-feira (29). A decisão liminar foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, em dissídio coletivo de greve.

Sindicato confirma paralisação

Em nota divulgada neste domingo, a direção do Sindicato dos Rodoviários informou que já comunicou a prefeitura do Rio, o secretário municipal de Transportes, o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), os consórcios operadores e o Ministério Público do Trabalho sobre a paralisação a partir da meia-noite de segunda. A assembleia que aprovou a greve estava prevista para as 18h, mas a decisão já foi tomada.

BRT opera normalmente

Segundo a prefeitura, o sistema BRT, gerido pela MOBI-Rio, vai operar normalmente, com plano operacional regular de dias úteis. A Prefeitura do Rio afirmou que acompanha a situação e que adotará medidas para reduzir impactos à população, tendo solicitado à Justiça o aumento do percentual mínimo de frota. Em caso de descumprimento da liminar, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada de forma independente a cada entidade sindical: o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) e o Rio Ônibus.

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Reivindicações da categoria

Segundo o sindicato, a categoria não abre mão da proposta do dissídio aprovada e encaminhada ao Rio Ônibus. As principais reivindicações incluem: mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para profissionais do BRT, ticket alimentação de R$ 1.000, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço, além de plano de saúde e odontológico.

O sindicato afirma que, com a proposta aplicada sobre os valores atuais, o motorista de ônibus convencional teria reajuste de R$ 150,15, passando de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. O motorista de articulado na categoria "E" teria aumento de R$ 180,17, saindo de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. Já o auxílio alimentação seria reajustado em R$ 29,00, passando de R$ 660,00 para R$ 689,00.

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