O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi adiado para agosto. A decisão foi tomada pela Justiça Militar após a defesa solicitar mais tempo para concluir a oitiva de testemunhas. O oficial nega as acusações e alega que a esposa tirou a própria vida.
Contexto do crime
Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, foi encontrada morta em fevereiro deste ano. Inicialmente, a hipótese de suicídio foi considerada, mas laudos periciais descartaram essa possibilidade, apontando indícios de feminicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite, que era companheiro da vítima, tornou-se o principal suspeito.
Investigação e provas
As investigações apontaram que Gisele teria sido morta por asfixia, e o laudo cadavérico indicou lesões incompatíveis com autoextermínio. Além disso, testemunhas relataram que o casal vivia em constante conflito. A Promotoria denunciou o oficial por feminicídio e fraude processual, por supostamente ter manipulado evidências para simular um suicídio.
Defesa e posição do acusado
A defesa do tenente-coronel afirma que ele é inocente e que as provas são frágeis. "Meu cliente sempre colaborou com a Justiça e nega veementemente as acusações. Acreditamos que a verdade será esclarecida no interrogatório", disse o advogado. O adiamento para agosto foi necessário para ouvir todas as testemunhas de defesa, conforme solicitado pela defesa.
Próximos passos
O novo interrogatório está previsto para ocorrer em agosto, em data ainda a ser definida. O tenente-coronel permanece preso preventivamente. O caso gerou comoção e protestos de organizações de direitos das mulheres, que pedem justiça para Gisele.



