O dono de uma página de notícias policiais, Marcos Eduardo Rosa dos Santos, conhecido como 'Repórter Sassá', foi preso em 22 de junho de 2025 suspeito de agredir a ex-namorada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. As agressões foram filmadas por câmeras de segurança e mostram o homem batendo na vítima e jogando o celular dela no chão. A prisão ocorreu em flagrante, mas ele obteve liberdade provisória no dia seguinte após audiência de custódia.
Julgamento adiado por jogo da Copa do Mundo
Inicialmente, a audiência estava marcada para a tarde de 29 de setembro de 2026, quando a Seleção Brasileira enfrentaria o Japão pela Copa do Mundo. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) adiou o julgamento para 29 de abril de 2028, justificando com base no Decreto Judiciário nº 308/2026-TJPR, que suspendeu o expediente forense no período da tarde devido ao jogo. O adiamento de quase dois anos gerou repercussão após ser divulgado pelo g1.
Nova decisão judicial após repercussão
Em nova decisão emitida em 2 de outubro de 2026, o 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Ponta Grossa remarcou o julgamento para a tarde de 12 de novembro de 2026. O TJ-PR alegou que o adiamento para 2028 'decorreu de erro material na inserção de documentos pelo sistema virtual'. Anteriormente, o tribunal havia informado que a remarcação de audiências em dias de jogos do Brasil na Copa era orientação geral e que não comentaria decisões individuais.
Detalhes do caso e depoimento da vítima
A vítima, de 28 anos, relatou à polícia que vinha sendo ameaçada por 'Sassá' porque ele não aceitava o término do relacionamento de cerca de sete anos. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ela afirmou que as agressões eram constantes: 'Sempre teve agressões - tanto físicas, quanto verbais. [...] Eu sempre fiquei quieta porque ele falava que era amigo de todo mundo e todo mundo era a favor dele: tanto polícia, delegado, todo mundo era conhecido dele, e que era a minha palavra contra a dele'. O caso inclui crimes de lesão corporal, dano ao patrimônio e descumprimento de medida protetiva (da mãe da vítima).
Defesa do acusado
O advogado Fernando Madureira, que defende Marcos Eduardo, enviou nota ao g1 afirmando que o acusado 'manifestou seu sincero arrependimento pelo ocorrido, reconheceu a gravidade da situação e apresentou suas desculpas públicas à vítima'. A defesa também informou que houve reparação integral do dano material causado e que o episódio foi 'ato único e isolado', incompatível com a vida pregressa do acusado, que não possui antecedentes criminais. O g1 procurou o TJ-PR para comentários, mas não obteve resposta até a publicação.



