Diarista suspeita de matar casal reage ao saber que prisão foi mantida
Diarista suspeita de matar casal reage à prisão mantida

Um vídeo divulgado nesta sexta-feira (3) mostra a reação da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, ao saber que vai continuar presa como principal suspeita de matar e roubar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A gravação é um trecho da audiência de custódia realizada na tarde de hoje.

Prisão preventiva decretada

A mulher está detida desde quinta-feira (2), quando foi capturada em um hotel de Itabira (MG). A decisão da Justiça em converter a prisão em flagrante para preventiva foi embasada no argumento de que laudos periciais descartaram o uso de remédios psiquiátricos ou entorpecentes por ela, além de não haver documento ou relatório médico que demonstre transtornos mentais ou incapacidade de compreender a gravidade do crime.

No momento em que foi presa, a diarista estava com o filho, de seis anos, e chegou a confessar aos investigadores que dopou as vítimas com comprimidos de um medicamento antes de atacá-las com uma faca da própria casa. No mesmo dia da prisão, Paola foi levada ao Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, onde ficou aguardando a audiência de custódia.

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Fundamentos da decisão judicial

Ao converter a prisão para preventiva, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto ressaltou que os laudos periciais apresentados no caso apontaram a ausência de resquícios de substâncias que indiquem o uso de remédios psiquiátricos ou entorpecentes na urina e no sangue da diarista. Além disso, a magistrada disse que nenhum documento ou relatório médico demonstrando que Paola seja portadora de patologia psiquiátrica ou que seja incapaz de compreender o caráter ilícito da conduta foi juntado pela defesa ao processo.

A juíza ainda negou o pedido de tramitação do caso sob sigilo, "devendo o feito prosseguir em regime de publicidade ampla, resguardando-se, oportunamente, apenas dados bancários, fiscais ou telefônicos cobertos por sigilo constitucional próprio, se houver".

Manifestação da defesa

Em nota, o advogado da diarista afirmou que os argumentos da defesa serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo, e declarou que eventual responsabilização da investigada seja definida pela Justiça, "e não por julgamentos antecipados ou pela repercussão do caso".

Detalhes do crime

Os idosos foram mortos na última segunda-feira (29). O crime foi descoberto no dia seguinte pelo filho deles. Câmeras de segurança registraram Paola chegando e saindo do prédio onde as vítimas foram encontradas esfaqueadas, no bairro São Pedro. Ela também foi filmada jogando fora uma blusa suja de sangue em uma caçamba e, em seguida, entrando em um veículo.

A mulher confessou que dopou os idosos para matá-los e que roubou relógios, joias e celulares. Os itens foram vendidos no Centro da capital mineira por R$ 3,3 mil.

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