O advogado e ex-policial militar Bruno Vieira da Silva foi indiciado nesta quinta-feira (25) pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE), por meio da Delegacia de Polícia Civil de Quixadá, pelo crime de estelionato. Ele é suspeito de cobrar R$ 12 mil de uma cliente para alterar o depoimento que ela havia prestado à polícia, justificando que o valor seria destinado a "molhar" a mão de policiais civis e servidores do judiciário cearense.
Investigação e golpe
Segundo apuração do g1, a mulher era testemunha em uma investigação contra o ex-companheiro por perseguição, ocorrida em março deste ano. Inicialmente, ela desejava modificar a versão apresentada. Foi então que procurou os serviços advocatícios de Bruno Vieira, conforme as investigações.
A vítima compareceu ao escritório do advogado e recebeu um depoimento falso, que sequer foi incluído no sistema. O delegado Rodrigo Silva afirmou que se tratou de "uma fraude feita pelo próprio advogado como engodo para enganá-la". Quando a mulher soube que o depoimento original já havia sido enviado ao Poder Judiciário, ela procurou a unidade policial para denunciar o golpe.
Negativas e testemunhas
Aos policiais, Bruno Vieira negou ter recebido o dinheiro e entregue o depoimento falso. No entanto, duas testemunhas confirmaram que ele recebeu o valor, passou o cartão da cliente em uma máquina e prometeu que o dinheiro seria usado para pagar a polícia e o Poder Judiciário.
Prisão em flagrante
Na quarta-feira (24), a proprietária da máquina de cartão utilizada pelo advogado mentiu à polícia durante acareação para protegê-lo, sendo presa em flagrante por falso testemunho. A mulher, empresária de Quixadá e que manteve relacionamento amoroso com Bruno, não teve a identidade revelada. Já na quinta-feira (25), durante audiência de custódia, ela se retratou, disse a verdade em juízo e foi solta.



