Uma pesquisa da Secretaria de Educação do Distrito Federal revela que 85% dos professores perceberam melhora no desempenho dos alunos após a proibição do uso de celulares nas salas de aula. O levantamento ouviu 4 mil integrantes da comunidade escolar e aponta que 78% dos professores avaliam positivamente as mudanças trazidas pela lei.
Lei nº 15.100/2025 e seus efeitos
A Lei nº 15.100/2025, sancionada pelo presidente Lula em janeiro de 2025, entrou em vigor no início do ano letivo, proibindo o uso de celulares durante aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares. A pesquisa também mostra que 75% dos professores notaram melhora na participação dos estudantes, 32,3% dos alunos perceberam aumento significativo na atenção, seis em cada dez estudantes afirmam não sentir falta do aparelho durante as aulas e 37% aceitam a restrição.
Depoimentos de alunos e supervisores
No CED 01 do Guará, os alunos reconhecem que o celular atrapalhava o rendimento. "A maioria ficava na rede social e isso tomava o tempo de estudo que a gente tinha. A gente acabava trocando as prioridades", afirma a estudante Samara Ferreira, de 17 anos. Manuela Ferreira, também de 17 anos, lembra: "Eu passava várias aulas com fone de ouvido. Se eu tinha preguiça de fazer alguma tarefa, eu jogava no Chat GPT ou no Google".
A proibição foi difícil no início, exigindo apoio dos pais, mas os estudantes agora a consideram importante. "No começo, eu achava péssimo, mas, hoje em dia, eu vejo que foi uma conquista para a educação brasileira. Eu vejo que meu desempenho melhorou muito. Agora, eu tenho que correr atrás das minhas coisas. Não tem Chat GPT para me ajudar", diz Manuela.
Apesar dos resultados positivos, o supervisor pedagógico Carlos Magno relata que alguns alunos ainda insistem em usar o celular. "A gente vai lá, pega, leva na 'gozação', na palhaçada. Mas, na maioria das vezes, a gente recolhe. É recolhido, colocado em uma caixa e comunicado aos pais", explica.



