Pichação e pedras: o ataque cotidiano ao patrimônio carioca
Pichação e pedras: ataque cotidiano ao patrimônio carioca

Os monumentos históricos da cidade do Rio de Janeiro enfrentam um ataque cotidiano: pichações e arremessos de pedras danificam estátuas, prédios e igrejas. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Conservação, mais de 70% dos bens tombados já foram alvo de vandalismo nos últimos dois anos.

Monumentos mais atingidos

O Cristo Redentor, o Theatro Municipal e o Arcos da Lapa estão entre os principais alvos. Apenas em 2025, foram registrados 1.200 casos de pichação em imóveis protegidos. “É um desrespeito à nossa história e à cultura. Precisamos de medidas mais duras”, afirma o historiador Pedro Almeida, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Custos da restauração

A prefeitura gastou R$ 5 milhões em restaurações no ano passado, valor que poderia ser usado em outras áreas. As equipes de limpeza atuam com produtos especiais, mas muitas marcas são permanentes. “A pichação é crime, mas a fiscalização é falha”, critica a arquiteta Maria Santos, especialista em conservação.

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Medidas em debate

A Câmara Municipal discute um projeto que aumenta multas para pichadores e instala câmeras de vigilância nos pontos mais críticos. A população também é convocada a denunciar pelo aplicativo “Rio 1746”. Enquanto isso, voluntários organizam mutirões de limpeza. “Cada um pode fazer sua parte para proteger o que é de todos”, conclui o morador João Oliveira, participante de um grupo de preservação.

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