Obras de macrodrenagem no Córrego Humaitá ainda não começaram
Obras de macrodrenagem no Córrego Humaitá não iniciaram

A mureta do Córrego Humaitá, no bairro Industrial, cedeu e tem preocupado moradores. Quase quatro meses após a tragédia causada pelas chuvas, que resultou em 66 mortes e alagou diversas ruas, as obras de macrodrenagem anunciadas pela Prefeitura de Juiz de Fora ainda não foram iniciadas.

Investimento de quase R$ 90 milhões

O investimento de quase R$ 90 milhões foi anunciado em 27 de fevereiro, pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas quatro dias após o desastre climático. O projeto prevê intervenções de grande porte para escoar grandes volumes de água da chuva.

Preocupação dos moradores

Com as chuvas recentes de junho, a mureta em uma das margens da avenida Lúcio Bittencourt cedeu, acumulando detritos no córrego. Moradores temem que novas precipitações entupam a saída da água para o Rio Paraibuna, causando alagamentos ou comprometendo a estrutura da via.

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Resposta da prefeitura

Questionada, a prefeitura informou que a obra tem previsão de início em julho, começando exatamente pelo local afetado, e deve ser concluída até o fim do ano. O local segue monitorado pela Defesa Civil e pela Secretaria de Obras.

Fases da obra de macrodrenagem

Entre 2023 e 2024, o Córrego Humaitá passou pela primeira fase das obras de prevenção a alagamentos, com oito meses de trabalhos e custo de R$ 6,4 milhões. Em fevereiro, a segunda fase foi anunciada, com investimento total de quase R$ 90 milhões, dividida em três frentes:

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  • Primeira frente: canalização e recanalização do córrego entre a linha férrea e o Acesso Norte, com construção de estrutura semelhante ao muro do Rio Paraibuna e alteamento das margens para evitar transbordamento.
  • Segunda etapa: reformulação completa da rede de microdrenagem e separação do sistema de esgoto, com direcionamento da água a um reservatório de amortecimento até que o nível do Rio Paraibuna permita o bombeamento. No local, será construído um parque linear.
  • Terceira fase: requalificação urbanística do bairro, com repavimentação integral das vias, reconstrução de calçadas, implantação de jardins de chuva e calçadas drenantes.