O governo federal adiou para o dia 27 de julho o início da linha de crédito destinada a entregadores que atuam por meio de aplicativos. A medida, anunciada originalmente em maio, prevê condições especiais de financiamento para essa categoria de trabalhadores.
Novo prazo e justificativa
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o adiamento se deve a ajustes operacionais necessários para a implementação do programa. A nova data substitui o cronograma anterior, que previa o início das operações ainda em junho.
A linha de crédito faz parte de um conjunto de ações do governo para formalizar e melhorar as condições de trabalho dos entregadores de aplicativos, que somam cerca de 1,5 milhão de pessoas no país, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Detalhes da linha de crédito
O programa oferecerá empréstimos com taxas de juros reduzidas e prazos estendidos, com o objetivo de permitir que os entregadores adquiram equipamentos como motos, bicicletas elétricas e smartphones. O valor total disponibilizado será de R$ 500 milhões, operacionalizado por meio de instituições financeiras parceiras.
“Precisamos garantir que os entregadores tenham acesso a crédito barato para melhorar suas ferramentas de trabalho e, consequentemente, sua renda e segurança”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em nota oficial.
Impacto esperado
A expectativa do governo é que a medida beneficie inicialmente cerca de 100 mil trabalhadores, com possibilidade de expansão conforme a demanda. O programa também prevê ações de capacitação e formalização, visando reduzir a informalidade no setor.
Entidades representativas dos entregadores, como a Associação Brasileira dos Trabalhadores por Aplicativo (ABRAA), elogiaram a iniciativa, mas pediram agilidade na implementação. “O adiamento é compreensível, mas precisamos que o crédito chegue logo para quem mais precisa”, disse o presidente da associação, Carlos Silva.



