As fortes chuvas que atingem Alagoas desde a tarde de quinta-feira (25) causaram alagamentos em diversas ruas de Maceió, com água invadindo casas e danificando móveis e eletrônicos. Apesar dos transtornos, não há registro de mortos, feridos ou transbordamento de rios e lagoas, conforme informações oficiais.
Alagamentos e transtornos nos bairros
A TV Asa Branca Alagoas registrou ruas alagadas nos bairros do Prado e da Levada. Na Vila Brejal, motoristas precisaram alterar trajetos devido aos alagamentos. Em uma das ruas, a força do vento e da chuva derrubou uma palhoça. O motorista Roberto, que não teve o sobrenome divulgado, relatou: "Eu estava indo para o mercado comprar umas frutas no Ceasa, mas a rua está muito cheia de água. Não está passando carro, só moto." O morador da Levada, Erick Bezerra, afirmou que os alagamentos são recorrentes: "Em época de chuva é comum isso daqui. Uma chuvinha de nada, 10 minutos de chuva e já fica assim [alagado]. Eu vou chegar todo molhado no trabalho."
Volume de chuva e riscos de deslizamentos
De acordo com o coordenador da Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Vinícius Pinho, choveu cerca de 70 milímetros na Região Metropolitana de Maceió. Bairros como Santos Dumont e Pontal da Barra registraram esse volume. "É um volume bastante expressivo de chuva, que aumenta significativamente o risco, principalmente nas encostas da nossa região. Maceió tem muitas áreas consideradas de risco por causa dos deslizamentos de terra", explicou Vinícius. O meteorologista reforçou que acumulados entre 60 e 70 milímetros elevam o risco de deslizamentos e informou que as áreas mais críticas monitoradas ficam na faixa litorânea do estado, incluindo Maceió, Barra de Santo Antônio e Paripueira.
Orientações e alertas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de chuvas intensas para todos os 102 municípios alagoanos, válidos até sábado (27). Vinícius Pinho finalizou: "A principal orientação é que, em caso de qualquer comunicado do Corpo de Bombeiros ou da Defesa Civil, as pessoas deixem as áreas de risco, procurem um local seguro e sigam sempre as orientações dos órgãos oficiais."



