Uma pesquisa do Datafolha revelou que 40% dos paulistas consideram a falta de policiamento efetivo o principal problema de segurança pública. O dado supera preocupações com assaltos e tráfico de drogas, indicando uma demanda clara por mais presença policial nas ruas.
Demanda por mais polícia supera outros problemas
O levantamento mostra que, para os moradores de São Paulo, a ausência de policiamento é mais preocupante do que crimes como roubos e furtos. A pesquisa ouviu moradores de todas as regiões do estado, e o resultado aponta para uma insatisfação generalizada com a atuação das forças de segurança.
Curiosamente, eleitores de esquerda em São Paulo são os que mais reclamam da falta de polícia, desafiando estereótipos políticos. Segundo o colunista Carlos Alberto Sardenberg, isso indica que a segurança pública é uma preocupação transversal, que ultrapassa ideologias.
Solução simples, mas cara e difícil
A resposta para a demanda é simples: mais policiamento. No entanto, a implementação enfrenta desafios de custo e logística. A contratação de novos policiais, a compra de viaturas e equipamentos, e a ampliação do efetivo exigem investimentos significativos do governo estadual.
Além disso, a pesquisa Datafolha foi realizada em um contexto de aumento da violência em algumas regiões do estado. A sensação de insegurança tem levado a população a cobrar ações mais efetivas do poder público.
Impacto na gestão pública
Os dados da pesquisa podem pressionar o governo estadual a rever suas prioridades orçamentárias. A segurança pública já é um dos principais gastos do estado, mas a demanda por mais policiamento sugere que os recursos atuais são insuficientes ou mal distribuídos.
Para especialistas, a solução não passa apenas por aumentar o número de policiais, mas também por melhorar a gestão, a inteligência policial e a integração entre as forças de segurança. No entanto, a curto prazo, a população espera ver mais viaturas nas ruas e policiais em pontos estratégicos.
A pesquisa Datafolha foi divulgada em 10 de julho de 2026, e seus resultados têm gerado debates entre autoridades e especialistas em segurança pública.



