Tremor de terra em Manaus: prefeitura envia ajuda à Venezuela
Tremor em Manaus: prefeitura envia ajuda à Venezuela

A Prefeitura de Manaus anunciou neste sábado (27) o envio de ajuda humanitária para as vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela. A operação inclui alimentos, água potável, itens de higiene e outros mantimentos essenciais, que serão encaminhados ao país com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB). A prefeitura também abriu uma campanha para receber doações da população.

O anúncio foi feito pelo prefeito Renato Junior durante uma coletiva de imprensa realizada no almoxarifado da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), no bairro Petrópolis, Zona Sul da capital. Segundo a prefeitura, a mobilização tem como objetivo prestar assistência às famílias afetadas pelo terremoto que atingiu o país vizinho nesta semana e provocou uma crise humanitária. A operação está prevista para começar ainda neste sábado.

Como doar e logística de envio

As doações podem ser entregues no almoxarifado da Semasc. O município informou que está recebendo alimentos não perecíveis, água potável, produtos de higiene pessoal e outros itens de primeira necessidade. A campanha também é aberta à participação de instituições, empresas e entidades interessadas em colaborar com a ação. A logística de envio será realizada em parceria com a FAB, que também integra a força-tarefa do governo federal para prestar assistência às vítimas do terremoto. Além da operação organizada pela Prefeitura de Manaus, o Brasil enviou equipes de resgate, medicamentos e insumos para reforçar o atendimento à população venezuelana.

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Tremor de terra sentido em Manaus

Um tremor de terra foi sentido por moradores de diferentes zonas de Manaus no início da noite de quarta-feira (24). Relatos obtidos pelo g1 revelam que alguns prédios foram evacuados pelos próprios moradores. O fenômeno é reflexo de dois terremotos registrados na Venezuela, segundo especialistas. Segundo a Defesa Civil, os tremores também foram sentidos nos municípios de Barcelos e Iranduba. O órgão informou que não há registros de danos estruturais, desabamentos ou vítimas relacionadas ao tremor.

Vídeos enviados ao g1 e à Rede Amazônica registram o momento em que objetos dentro de imóveis, como lustres, balançam durante o abalo. Outros registros mostram pessoas deixando suas casas. Em um dos vídeos, uma moradora de um prédio aparece na área externa do condomínio junto com outros moradores, que saíram dos apartamentos para verificar a situação. Nas imagens, ela relata o movimento no local: “Olha aí, a galera está toda aqui fora. Estamos checando agora os apartamentos e está todo mundo aqui fora”, disse.

Relatos de moradores

Um morador do Condomínio Singolare, localizado na Avenida Mário Ypiranga, na Zona Centro-Sul de Manaus, relatou ao g1 que o tremor foi sentido por volta das 18h, logo após o início da partida entre Brasil e Escócia. O homem, que preferiu não se identificar, declarou que os moradores de diferentes torres do residencial também perceberam a movimentação. “Moro aqui no Singolare e, cerca de dois minutos após o gol do Brasil, percebemos que toda a Torre Soler estava tremendo. Ao acessar os grupos de moradores de outras torres, vimos que outras pessoas também haviam sentido o tremor. A minha esposa veio do quarto correndo perguntando o que estava acontecendo, porque estava tremendo tudo lá onde ela estava. Então nós imediatamente descemos e comunicamos os vizinhos”, disse.

O g1 questionou o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) sobre o registro de ocorrências, mas até a atualização mais recente desta reportagem não houve resposta.

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Explicação científica

A Defesa Civil do Amazonas também informou que o fenômeno pode estar relacionado aos reflexos de um abalo sísmico registrado na região do Mar do Caribe. Ao g1, o geofísico Raphael Di Carlo afirmou que os dois terremotos registrados em Caracas, na Venezuela, criaram tremores sentidos em Manaus. "São terremotos que não são tão profundos, são mais próximos da superfície, mas isso explica a grande liberação de energia que causou o grande impacto na superfície", afirmou. Di Carlo também pontua que apesar do susto causado, não há motivo para temer um impacto maior por se tratar de um efeito ocorrido após o terremoto ter acontecido a quilômetros de distância. "Pelo fato de que algumas pessoas sentiram em alguns prédios, significa que as ondas já passaram, ou seja, o terremoto aconteceu e em questão de minutos essas ondas passaram pela crosta terrestre e balançaram algumas estruturas, mas não há perigo", concluiu.